quarta-feira, 30 de outubro de 2013

EUA reabrem Embaixada na GB

Os Estados Unidos, sem representação «física» na Guiné-Bissau desde Junho de 1998, decidiram agora reabrir a sua Embaixada. O facto de ser apenas uma presença virtual, não retira valor ao acto de boa vontade.

Talvez, para retribuir, numa base de reciprocidade, se pudesse estender o título do embaixador em Dakar, para Embaixador junto do Senegal e dos Estados Unidos.

P.S. E talvez mesmo, para estimular o relacionamento bilateral virtual, o senhor Embaixador se pudesse interessar pelo caso do cidadão guineense raptado e feito refém por agentes do seu país, dando conta do andamento do processo (e se está a ser tratado com a dignidade que merece). Tanto tempo... o julgamento? tinham prometido para fim de Julho... para depois, se o Juiz o declarar inocente, terem de lhe pagar uma indemnização? Terão dinheiro que chegue? O melhor, por uma questão de prudência, é colocarem desde já no orçamento, uma provisão para o ano que vem.

Come to Bissau, bring a Coca, drink the cola, refill with Geba water, and send to Bubo in NY, to help him wash his hands from your invented accusations.

Guinés há muitas, seus palermas!

Há pouco tempo, confrontado com a inconsistência de uma notícia, que vários blogs guineenses espelharam, publiquei aqui um artigo defendendo tratar-se de óbvia desinformação.

Quem lançou a coisa foi a ANGOP: induzindo em erro os seus leitores, que no contexto «narco» pensam logo na Guiné-Bissau.

Ora o cidadão era guineense, mas de Conacri! Eis a notícia original, que a ANGOP se limitou a traduzir do francês.

Simples inépcia? Ou desinformação? Dois coelhos de uma cajadada, Portugal e a Guiné-Bissau.

Mantém-se a minha observação: o caso não tem pés nem cabeça, e é desmistificado no fim desta notícia, quando os jornalistas referem que o próprio Office central pour la répression du trafic illicite des stupéfiants (OCRTIS) está sob suspeita de conivência com o tráfico; ou seja, isto é uma farsa, para desviar as atenções, ninguém se lembraria de trazer coca da Europa para África!

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Desalinhamento noticioso

A PNN continua a publicar artigos desalinhados, lançando suposições, sem fazer investigações, ou tentar contactar as autoridades envolvidas. Façam o trabalho de casa, e tentem escrever melhor, pois estes artigos parecem uma chuva caótica de informações desgarradas, na qual um parágrafo nada tem a ver com o anterior. Um pouco de consistência, por favor.

Em Portugal já houve casos de praxes abusivas remetidos ao tribunal, sem que ninguém falasse de «graves violações dos direitos humanos». Ver notícia em causa. Em vez deste atabalhoamento na pressa de publicar, investiguem melhor, por exemplo a referência ao grupo formado em Angola há uns tempos e as razões dos desentendimentos ocorridos.

E que propensão para serem tendenciosos. Só têm realmente notícia para um morto, como toda a gente, aliás é esse caso a que se referem. De onde vem a «notícia» de que foram três? Nomes, familiares, pormenores, circunstâncias... Ou é o síndroma France Press em relação à Nigéria, pintar a tela de negro? Esses com um apenas também fizeram o plural.

III Jogos da Lusofonia

Numa organização de uma dúzia de Comités Olímpicos, vão decorrer em Goa, entre 18 e 29 de Janeiro do próximo ano, os terceiros jogos da lusofonia.

Saúda-se a reaproximação de Goa, mais de cinquenta anos passados de uma amputação dolorosa. A Índia copia o exemplo do que faz a China com Macau.

Foi necessária a falência da CPLP, como catarse do império, para se manifestarem os sinais precursores de uma nova era. Portugal morreu. Portugal é mito.

Para além de um indesejável intruso falando castelhano, também o Sri Lanka se associa à iniciativa. Mais poderiam. Malásia, Oman, Benin e, porque não, Marrocos?

Numa decisão sem precedentes, foi proibido desfraldar bandeiras durante os jogos. O desporto pode transmitir uma mensagem de aproximação importante...

TAP Lisboa - Bissau - Lisboa

A TAP pede discrição pelo FaceBook, no respeitante ao sistemático «extravio» de bagagem nesta linha.

O Manuel Inverno que fique descansado, que a bagagem não está perdida, vem no próximo avião. Amanhã vai receber o telefonema a confirmar que «encontraram» a sua bagagem, com o respectivo pedido de desculpas. «Simples» (mas lamentavelmente recorrente) Luggage Lag, o termo adequado.

Porque não contratualizá-lo? Prevendo, claro, um «prémio» para a TAP, cada vez que corra tudo bem. Porão a bagagem no porão? Não porão?

A explicação legitimamente pedida pelo Manuel Inverno, deveria ser dada publicamente, até para evitar este género de suspeições relativamente à excelente qualidade de serviço que todos sabemos que a TAP faz das tripas coração para proporcionar nas suas linhas comerciais (excepto Bissau?).

domingo, 27 de outubro de 2013

Contradições

Em declarações à agência noticiosa chinesa, uma responsável da CNE afirma que ainda não foram disponibilizados quaisquer fundos para arrancar com o recenseamento eleitoral, que a Comissão estimou em cinco milhões de euros (o que representa menos de 40% dos propalados 20 milhões de dólares). A mesma técnica estimou ser «tecnicamente impossível» manter a data de 24 de Novembro.

Os chineses, nas entrelinhas, acrescentam que a Guiné-Bissau nunca pagou qualquer acto eleitoral.

A não perder

O Jornal de Angola voltou à carga. A democracia portuguesa tem rabo de palha, a angolana é florescente. O exercício comparativo, se é realmente edificante, em muitas das críticas feitas à democracia portuguesa, é deliberadamente escrita em tom de enxovalhanço.


Se já se sabia que a ascendência moral e soberania espiritual de José Eduardo dos Santos não se aplica apenas aos angolanos, mas também aos cento e cinquenta mil portugueses em Angola; é difícil de aceitar que queira agora sujeitar todos os portugueses à sua tese.

Obrigado, Bambaram di Padida (link à direita >)

Moçambique

O status quo parece ter sido violado pelo Presidente, que, enquanto as suas tropas davam o assalto ao QG da RENAMO, repetia, num comício eleitoral, «a nossa paz...», com o punho erguido. É claramente, e no mínimo, um caso patológico de dissonância cognitiva. A CPLP continua cega, surda e muda. Em Bissau, mesmo sem mortos, foi um chinfrim (cuja poluição dura até hoje)... Esperemos que parem por aqui, não vá produzir-se um efeito dominó.

Veja um resumo da situação publicado no Expresso.

Nele se cita Rui Newmann, afirmando que a escalada militar em Moçambique pode ser «profundamente disruptiva para a "Nova Angola"». A CPLP só poderá reinventar-se com um novo modelo de governança, numa reflexão transcontinental comum que considere as grandes fragilidades do Portugal actual e dê respostas aos problemas dos nossos dias; Portugal precisa da CPLP e pode ainda dar alguma «seiva» num projecto comum, se conseguir também livrar-se de todos os medíocres que, nas últimas quatro décadas, o têm chupado até ao tutano. Há mais a ganhar no que podemos construir juntos, que em todas as pilhagens sem amanhã a que nos têm habituado.

Sobre os últimos desenvolvimentos, ver notícia reproduzida pelo Bambaram di Padida (link à direita), na qual se sugere se sugere que se está perante um «compasso de espera» para um assalto «final».

Rabo de palha

Num balanço da cimeira da CEDEAO, à chegada a Conakry, Alpha Condé quis dar lições de «democracia» à Guiné-Bissau... Terá moral para isso?

Até os observadores da União Europeia, relativamente pouco exigentes, denunciaram a opacidade das «suas» eleições.

Ver notícia.

É FÉ

Cadogo volta à carga em entrevista à EFE, agência noticiosa espanhola (prontamente redifundida pela sua congénere angolana).

O traidor, que outro nome não pode ter, deixou cair a máscara. Depois do falhanço de todas as suas conspirações, pede agora aos americanos uma intervenção militar?

«Sabendo que somos um Estado frágil, por que não actuaram?»

Foi precisamente a mesma coisa que fez com a MISSANG, certo?

Para além de todas as outras boas razões para o seu «impedimento» ad-hoc consubstanciado no contra-golpe de 12 de Abril de 2012, esta clara confissão de alta traição, conspiração para atentar contra a soberania nacional, é passível de constituir crime mais que suficiente para o impedir de se candidatar a outra coisa que não seja um lugar no estabelecimento prisional de Mansoa.

E continua a falar sozinho, dono dos seus autoproclamados 80% dos votos, já como «candidato vencedor» do seu «próximo» mandato:

«Se recebermos a ajuda da comunidade internacional, vamos criar as condições para lutar contra o narco e os capos da droga, mas necessitamos mais cooperação».

É preciso uma grande fé! Ou será desespero?