terça-feira, 26 de maio de 2020

Incoerência radical

A pandilha de criminosos do PAIGC apresenta queixa (e logo crime!) como "governo" (ah, ah, ah) contra a CEDEAO, enquanto tenta negociar a parte de leão que lhe interessa no "novo" governo, por imposição dessa mesma organização, opondo-se, por outro lado, a outra "imposição" do mesmo documento, que se refere a uma proposta de revisão da constituição a submeter a referendo.

sábado, 23 de maio de 2020

K JAACking

A JAAC foi ao alfaiate encomendar um fato. Atente-se na seguinte frase:


"Esse fato configura uma das faces mais desumanas e intoleráveis da violência contra os defensores da pátria e da democracia na Guiné-Bissau".

O fato tem nais faces para mostrar? É a psicologia entranhada do reviralho da casaca, expressão que originalmente só tinha duas...

PS é um fakto que nem português sabem escrever!

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Falsificação de documentos

Após incongruente inventona étnica, o PAIGC emite comunicado patético supostamente assinado pelo líder absentista. No anterior comunicado, o signatário ainda se dera ao trabalho de inscrever P' ou seja "pelo". Há alguma coisa que o PAIGC não falsifique?

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Acto ingrato

O Jornal de Angola, voz do novo dono, sugere, em jeito de acusação, que o presidente guineense é narco-traficante. Trata-se de propaganda desleal para quem tem um embaixador (des)acreditado no país, o qual terá grande dificuldade em justificar um gesto tão pouco amistoso com a "liberdade de imprensa" em vigor no seu país. 


A nova oligarquia angolana parece eivada dos mesmos vícios que a anterior, sujeitando-se assim ao mesmo destino.

Marginais do jornalismo

Jornal de Angola desmente fake que nunca existiu.


Os marginais do JA afirmam em letra de imprensa que o blog faladepapagaio teria propagado uma fake durante o fim-de-semana, abusando do logotipo do Público, supostamente envolvendo Jorge Miranda.

O jornal oficial financiado pelo governo angolano, preocupado em desmentir fakes em blogs guineenses que afectam um académico português? Só de si, já é mais que suspeito. Mas o requinte maior da patetice é que a suposta fake que desmentem foi inventada de todas as peças. DSP continua a cooperar com a mafia maçon tugangolana em patéticas, insustentáveis e mirabolantes mistificações.

Já quanto ao velhadas cheché, não espera decerto invocar paternidade ou direitos de autor pelo monte de lixo que enformou o decadente regime pseudo-democrático lusitano e foi depois atamancado pelos assimilados do PAIGC para uso local... o melhor mesmo parece deitar liminarmente a porcaria fora e caminhar pelos próprios pés bem assentes em boa terra guineense.

A dignidade do objectivo não condescende com métodos chapa-chapa de restos de panos dos outros. O melhor pano a usar para o fato constitucional é aquele que formos capazes de tecer. O antigo, para além de alheio e estranho, está todo esfarrapado por ter sido pisado pela classe política, apresentando um triste historial de pública desgraça.

sábado, 16 de maio de 2020

Falsa questão

O progresso acontece por arrancadas, momentos em que uma vontade estruturante se sobrepõe à involutiva entropia reinante, induzindo a consequente e desejada mudança. Tem de haver uma ignição, uma intenção, para colocar em marcha o processo...


A questão da iniciativa da revisão ou reconfiguração constitucional parece por isso uma falsa questão, como assinalou, muito acertada e oportunamente, o homem da comunicação do PRS. Camarão que dorme, a onda leva. Abre a pestana, dorminhoco!

Como garante maior da eficácia e eficiência do espírito da Constituição moribunda, é ao Presidente da República a quem compete responsabilizar-se pela reforma de que tanto se fala há tantos anos, mas em relação à qual nada se avançou ainda.

O apito para o pontapé de saída tem de ser dado. Os anarquistas diriam que qualquer um pode apitar para começar a partida. Seria bom que assim fosse, e houvesse gente que também começasse a correr por simpatia, apesar dos riscos de grande confusão.

Contudo, aquilo a que temos assistido, nesse domínio, é a uma grande falta de debate. Ninguém discute em que sentido se deve caminhar, que nova constituição se deseja. Se ninguém discute, é normal que ninguém se entenda. Fica bloqueado o caminho.

Ora é essa a anquilosada política da mediocridade do PAIGC pós assassinato de Cabral. O pior é que o diabo que os levou a matarem-no, precisamente quando conseguira aquilo de que todos inicialmente duvidavam (o programa mínimo), continua bem vivo.

Alguém tem de fazer alguma coisa. Não pode chocar e muito menos parecer mal, que seja a pessoa mais indicada para o operar que o faça. Não parece igualmente que novo comissionamento implique qualquer desautorização em relação a precedentes.

É que a anterior Comissão, bem legalizada e encarregue da revisão constitucional, foi tão eventual que não se lhe conhecem quaisquer trabalhos ou resultados. Mas até pode, agora que acordou para a vida, entrar em concorrência para a oferta do produto.

Em relação à recém-empossada mas já desfalcada Comissão  (pelo preguiçoso bastonário dos advogados, não se sabendo se há mais elementos refractários ou demissionários), resta saber algumas coisas não despiciendas sobre o seu modo operativo.

Há alguma indicação sobre qual o caminho a seguir? Em que direcção caminhar, para além dos lugares comuns em torno da mitigação do presidencialismo? O que se pretende? Uns simples remendos num trapo velho, que já foi espezinhado por muitos?

Carlos Vamaïn parece uma boa opção para a composição da Comissão, uma vez que se lhe conhecem ideias proactivas sobre o assunto. Sempre é melhor que nada. Já quanto a encabeçar a agenda, parece mais complicado, pois parece ter mais olhos que barriga.

Mas não se trata apenas da falta de confiança que possamos sentir em relação ao espírito de concretização de Carlos Vamaïn. Trata-se do alfaiate e da encomenda em si. O fato que lhe foi comissionado é para importar e amanhar, ou para ser feito por medida?

Idealmente, devemos encarar todas as iniciativas reflexivas como saudável exercício intelectual. Contudo, nas coisas importantes e decisivas, há que introduzir uma liderança estratégica e decisória. É impossível fazer milagres: sem ovos não se fazem omeletes.

Para além dos/as apontados/as para a Comissão (e da questão da sua liderança), há ausências de peso que não devem ser escamoteadas. Tratam-se de vocações que seria pouco inteligente desperdiçar, no contexto geracional da digna tarefa a encarnar.

Temos, em primeiro lugar, Emílio KK, o qual, apesar do seu dúbio posicionamento político, na cobertura às atrocidades cometidas pelo cunhado contra o povo guineense, não deve ser excluído do momento, se se mostrar disposto a contribuir de boa fé.

Logo em seguida, temos Julião SS, que ainda há pouco tempo publicou um breve mas inteligente artigo de opinião, mostrando que está vivo e atento à evolução da conjuntura política nacional, apesar de continuar a carreira universitária em Coimbra.

Temos ainda Adilson DD, brilhante doutorando e paladino da Guiné em importantes negociações internacionais, cuja aguda perspicácia e penetrante intuição, reforçadas por uma descrição inabalável, recomendam-no obviamente para a tarefa a desempenhar.

Qualquer nação que pudesse contar com qualquer um destes três já ficaria bem servida, mas a Guiné pode contar com mais cabeças ainda, que não deve desprezar. E sem dúvida que o senso comum e faro político de Didinho são igualmente indispensáveis.

Finalmente, porque as Forças Armadas devem ter uma palavra a dizer neste contexto, e a antiga letra já obsoleta da futura ex-Constituição prescreve que é seu dever de honra contribuir para a reconstrução do país, também Daba NW deveria ser convocado.

Parece igualmente importante que a Comissão, para poder cumprir satisfatoriamente com a incumbência cometida, encare o processo como participativo, advogando uma discussão pública autenticamente esclarecedora para todos e para todas.

Os candidatos a legisladores não devem escamotear ainda que, mesmo que consigam apresentar uma proposta, esta terá de ser votada por pelo menos dois terços dos deputados, ou seja 68 (curiosamente a soma aritmética do PAIGC e do PRS na ANP).

Em conclusão, a questão da iniciativa é uma falsa questão e apenas serve para tentar bloquear o país, adiando-o para as calendas gregas. Sendo-se verdadeiramente patriota, há que encarar o desafio como uma oportunidade de ouro para a mudança.

Não se compreende, ainda, por que razão o Presidente não tira da gaveta o mandato que tacitamente se presume do pedido assinado pelos deputados dos dois partidos (PRS e MADEM), quando lhe escreveram a pedir para re-organizar a Comissão.

É que, se para aprovar a proposta são constitucionalmente necessários dois terços dos deputados, para apresentar a proposta, é necessário apenas um terço (34 deputados). E para começar a discussão, basta um deputado que apresente uma proposta qualquer.

Em que ficamos?

quarta-feira, 13 de maio de 2020

LUSA obtusa

A LUSA está tão cheia de tusa dominguista que propala qualquer devaneio dos lacaios do PAIGC ao serviço da contra-informação, sem um esforço de esboço do mais elementar contraditório. Então três cidadãos exigem uma soma astronómica à organização sub-regional, aduzindo considerações estapafúrdias sobre política interna? Admitindo que venciam, a dita organização ficaria obrigada pelo precedente a indemnizar todos os restantes quase dois milhões de guineenses, nas mesmas quantias, ou seja muito mais que o PIB mundial. Se o palhaço do MCCI acrescentasse ao extenso lote a exigência da lua para o pequeno almoço, os palhacinhos obedientes da lusa não hesitariam em transcrever a alucinação. Nem sequer pediram o comprovativo da diligência efectuada, parece que se basearam exclusivamente no comunicado do trio maravilha da cidadania, ao qual tão oportuna e graciosamente tiveram acesso... 


PS quando alguém aponta a lua, os parvos (como na LUSA) olham para o dedo. 

sábado, 9 de maio de 2020

Ex-press

Aquele que já foi o semanário de referência em Portugal presta-se hoje a ser abusado como papagueador de propaganda barata do PAIGC: o que não fazem para vender prosa a metro! Então a "ministra" fujona continua com a mania da perseguição, a pedir atenção? Qual é a notícia, se a mesma já dizia exactamente a mesma coisa, antes de conseguir "fugir" de Bissau?

LUSA papa desinformação

Bem se pode ficar à espera que luza uma centelhazinha de inteligência nas abordagens facciosas da agência noticiosa tuga. Estão institucionalmente acorrentados à estupidez do ignóbil SS, reduzidos a caixa de ressonância da propaganda inventona do PAIGC.


Deram-se ao trabalho de confirmar a pretensa "ocupação" da ANP pela GN e pela PIR? Tentaram obter a versão das autoridades?

Faking pseudo-jornalismo que se baseia em blogs claramente tendenciosos.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Mango na manga

Mango, que abandonou o "governo" Aristides para regressar à ANP, é um grande manganão.

O PAIGC ficou conhecido por pretender impor, de forma ilegal segundo o STJ, que os mandatos parlamentares pertencem aos partidos. Por isso, parece no mínimo curioso senão incoerente que auto-proclamem a APU como satélite arregimentado, conhecendo-se o seu líder como Primeiro-Ministro.

O objectivo é claramente copiar / colar os cenários da IX legislatura, com um presidente auto-reproclamado e deputados que supostamente continuam em exercício das suas "legítimas" funções governamentais. Tal como aconteceu quando defendiam que ainda governavam, estão mesmo a pedi-las.

Forças de segurança impedem assalto golpista?

Na continuação da estratégia usurpatória já por demais conhecida, o PAIGC prepara-se para mais uma das suas encenações golpistas (como aquela da tentativa de substituição dos mandatados pelos suplentes), simulando o controlo do Parlamento.

Para impedir a palhaçada do auto-reproclamado presidente do cáo (singular de cáos), as Forças de Segurança deveriam, numa operação de rotina, controlar o perímetro e fiscalizar a entrada da ANP, para garantir a integridade do quórum e a legítima titularidade.

O que não é o caso do auto-reproclamado. Para já, não se passa nada na ANP, está o pessoal habitual. Como de costume, vitimizam avant la lettre... demasiado típico e previsível: o PAIGC, como sempre, no seu pior, há meio século a procrastinar o país.

PS o que não se inventa, para ganhar audiêcias... já o MADEM tem uma dívida de honra para com o Excelentíssimo Senhor Comissário José António, o qual (com o devido respaldo legal), colocou a sua carreira em risco para defender a causa pública.

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Violação do direito à informação

É preciso explicar tudo ao demagogo viral do Miguel de Barros.


Como português e amigo da Guiné, devo sentir-me ofendido nos meus direitos por a RTP não retransmitir as emissões da RTGB?

Até por uma questão da reciprocidade que deve existir nas relações entre estados soberanos...

Ainda não ouvi a versão das autoridades reconhecidas, podendo tratar-se de uma questão meramente técnica e não política, como pressupõe o alienado recorrente. Se for o caso, o Ministro da Comunicação tem todo o meu apoio moral, e a decisão apenas peca por tardia, para castigar a hipocrisia de Augusto SS, que pelos vistos julga que pode usar o tempo de antena da televisão pública para tentar subverter a ordem num país estrangeiro.

terça-feira, 21 de abril de 2020

Vintage


Vários países anunciam, ao nível presidencial, ter cura ou vacina para o COVID19. Madagascar diz ter um medicamento tradicional com 93% de sucesso... O próprio vírus só consegue 5% de sucesso (sob o seu ponto de vista) ou seja, se não se fizer nada, tem-se 95% de sucesso. O objectivo destas operações de marketing viral é óbvio: obter um efeito placebo sociológico, para dar esperança às pessoas e recolocar a economia nos eixos. Países com presidentes responsáveis, como o Brasil, posicionam-se assim positivamente para o pós-Guerra.

Com um século e um quarto de provas dadas, temos em Portugal o melhor anti-vírus: 19-20. Apesar de a marca se referir ao ano terminal da gripe espanhola (de Espanha nem bom vento, nem bom casamento, nem boa saúde), foi lançada 25 anos antes, em 1895. Como adepto ferrenho do xarope milagroso contra a gripe, constipações e outras maleitas invernais (os mais católicos podem substituir o v por f), garanto pessoalmente uma taxa de sucesso superior a 97%. Atenção à posologia (é para tomar por via oral, nada de injecções intra-venosas!).

PS Use com moderação. O abuso compulsivo pode dar origem a outras patologias.

sábado, 18 de abril de 2020

Não é só o vírus que mata

A estupidez e o ridículo também podem ser fatais. A mim, pelo menos, por pouco iam-me matando de riso.

A GNR de Santarém prendeu um homem por violação do estado de emergência e vem publicamente ameaçá-lo, em comunicado, com dois anos de prisão?

Se por acaso me acontecer a mesma coisa, vou dizer que acabei de sair da prisão e que não me querem lá de volta.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

África versus Mundo

Contas simples de fazer...

População mundial 7,7 mil milhões, da qual população africana 1,2 mil milhões
População mundial sem África 7,7 - 1,2 = 6,5 mil milhões

Segundo dados actuais compilados pela Lusa,

há 145 568 mortos no mundo, dos quais 962 em África

mortos no mundo excepto África 145 568 - 962 = 144 606

Taxa de mortalidade relativizada e comparada

no mundo excepto África
144 606 / 6 500 000 000
 = 2,22  / 100 000 hab

em África       
962 / 1 200 000 000
= 0,08  / 100 000 hab

em Angola
2 /  31 000 000
= 0,006 / 100 000 hab
                     
na Guiné-Bissau
0 /  1 800 000
= 0 / 100 000 hab

Taxa de mortalidade no mundo comparada com a de África 2,22 / 0,08 = 36

Ou seja, a taxa em África é 36 vezes mais baixa que no resto do mundo.

Não nos apetece calcular a mesma coisa para a África sub-sahariana, mas os números seriam bastante mais concludentes.

Vamos por isso calcular apenas a diferença entre Angola e Portugal.

em Portugal 657 / 10 300 000 = 6,38 / 100 000 habitantes

logo 6,38 / 0,006 = 1064

Ou seja a taxa de mortalidade em Portugal é mais de mil vezes mais elevada do que em Angola.

Hipocrisia sem precedentes nem limites

Não é só o FMI, que, na tradução lusa (referida no post anterior) se preocupa com a possibilidade de o vírus "ceifar um pesado número de vítimas" em África... vários líderes europeus responderam ao apelo do Secretário-Geral da ONU no Financial Times, preocupados que o continente se torne num foco de infecção.

Obviamente que todos estes hipócritas não estão preocupados com as vidas dos africanos. A fome, as guerras por recursos que financiam, matam muito, incomensuravelmente muito mais gente em África do que este ou qualquer outro vírus, para já não falar do paludismo ou outras patologias (até aquelas que poderiam ser prevenidas, como o tétano).

Contudo, neste caso, tudo não passa de uma vil efabulação. E posso avançar com o meu caso pessoal. Na Europa, sempre fui afectado pela gripe, que invariavelmente me deixava terrivelmente prostrado duas vezes por ano: no princípio do Outono, com as primeiras correntes de ar, vagas de chuva e de frio; e no fim da Primavera. Altamente contagiosa, bastava ter alguém contaminado por perto, para a apanhar. Contudo, desde que fui viver para Bissau, nunca mais me constipei...

A abordagem estatística desta cambiante do vírus tem sido completamente paranóica e irresponsável, como já neste blog tinha sido sugerido e ontem defendeu no Observador um insuspeito epidemiologista português formado em Harvard a trabalhar em Oxford (apesar de pouco expert em estatística). Desenvolvendo esta abordagem relativamente a África, será fácil constatar que a incidência viral se concentra (e muito fracamente) a norte do Sahara (é Verão no sul do continente). Basta olhar para o gráfico de mortalidade que apresenta a mesma fonte utilizada no referido artigo, para constatar que essa mortalidade, se relativizada (e não normalizada - como refere Pedro Caetano - que é outra coisa) pela população, é ínfima, irrelevante, para não dizer inexistente, tal como, aliás, também já aqui havíamos defendido. Ainda no mesmo Financial Times, pode ler-se artigo no qual cientistas defendem que a chegada do calor travará o vírus...


Gráfico do número de mortes por dia... onde está África?

Feliz e finalmente começam a aparecer visões contra corrente do politicamente correcto. As pessoas começam a abrir os olhos, mas já tarde demais para travar a desgraça económica que toda esta paranóia infalivelmente acarretará. É o caso do pedagogo e ex-director da Escola Superior de Educação de Santarém, em muito actual artigo de extrema lucidez, que (estranhamente) a direcção do Público deixou passar, mesmo contrariando a sua linha editorial.

Aqueles que em África estão habituados a ver morrer por dá cá aquela palha não deveriam, de forma alguma, alinhar nestas alucinações. Pelo contrário, deveriam considerar este pandemónio como uma janela de oportunidade, tanto em termos económicos, mantendo-se em actividade (na Guiné-Bissau esta poderá ser a melhor campanha de sempre do caju, se não for desperdiçada... arranje-se maneira de o conservar), como em termos de renovação e de re-estruturação sociológica, em bases mais sãs e sustentáveis.

Coisa que decerto não poderá ser feita de mão estendida, a inventar casos de Covid, ou a mendigar falsas promessas de dinheiro, dinheiro esse que pouco ou nada valerá amanhã.

PS Não esquecer que, para lhes apropriarem as terras, os indígenas norte-americanos foram ceifados em grande escala pela gripe (não tinham quaisquer defesas imunológicas contra essa doença importada) premeditadamente disseminada em cobertores oferecidos, a coberto de uma pseudo-caridade.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Bacoradas lusas sobre as miragens do FMI

Na Lusa estão com falta de revisores de texto. Os incompetentes que preparam as "notícias" parecem incapazes de se reler a si próprios. Está bem que o FMI só produz lixo, mas mesmo assim...

Por algum lado temos de pegar: comecemos pela estupidez lusa na peça em causa; nem uma simples tradução conseguem fazer? E ainda são pagos para isso, quando mereciam uns bons açoites?

O documento, que este ano é exclusivamente dedicado aos impactos da pandemia de covid-19

um pouco mais à frente:


lê-se no relatório sobre as Perspetivas Económicas Regionais da África subsaariana, este ano inteiramente dedicado aos efeitos da covid-19 no continente

Para além da óbvia redundância assinalada, há ainda a incoerência: se é "subsaariana", não é no "continente" (todo, presuma-se). Além disso, o documento não é corrente, ou seja "anual", como se dá a entender com "este ano", tratando-se de uma rectificação de anteriores previsões pré-Covid, como o próprio texto deixa implícito. Continuemos...

“O crescimento nos países exportadores de petróleo deve cair de 1,8% em 2019 para -2,8% este ano, uma revisão de 5,3 pontos percentuais face Às previsões de outubro”, lê-se no documento, que nota que a Nigéria, o maior exportador da região, deve contrair-se 3,4%.

a que se segue:

A África subsaariana está a enfrentar uma crise económica e sanitária sem precedentes, lê-se no relatório sobre as Perspetivas Económicas Regionais da África subsaariana, este ano inteiramente dedicado aos efeitos da covid-19 no continente. “O crescimento nos países exportadores de petróleos deve cair de 1,8% em 2019 para -2,8% este ano, o que revela uma queda de 5,3 pontos percentuais face ao relatório de outubro”, lê-se no documento, que aponta que o maior exportador da região, a Nigéria, deverá ver a sua economia cair 3,4% devido à queda do preço do petróleo e aos efeitos das medidas de isolamento social.

Para além da maiúscula pendurada a meio do texto; da referência descontextualizada a "região" (qual região?); das aspas que abrem e não fecham; do plural de petróleo (por simpatia com o plural de países); o bruto do pseudo-jornalista não reparou que escreveu duas vezes a mesma coisa de forma apenas ligeiramente diferente. 

Não vale a pena continuar a bater no ceguinho, mais vale passarmos ao essencial, concentrando-nos nas inconsistentes barbaridades do FMI, nomeadamente no que toca a Angola, que o auto-intitulado jornalista papagueia sem uma análise crítica, sem um esboço de contraditório, sem um arremedo de ideia própria.

Então, segundo estes visionários, depois de Angola ter caído 1,5% em 2019 com o petróleo a uma média de mais de 50 dólares, vai melhorar a sua performance, caindo apenas 1,4% em 2020, com o petróleo a 20 dólares? Não vamos rir, porque temos muitos amigos angolanos (e se prepara uma calamidade em grande escala). Nem nos pronunciamos sobre a "perspectiva" de recuperação em 2021.

Aumento da dívida pública? É brincadeira? Quem vai adquirir toda essa quantidade de títulos do BA?

Claro que a expressão do petróleo em dólares vai inevitavelmente subir (nominalmente), mas devido ao dólar burro que aí vem (os europeus que não se riam, pois o euro vai pelo mesmo redemoinho de espiral inflaccionista) isso não significará absolutamente nada. 

PS felizmente que temos o José Mário Branco, (que infelizmente perdemos há pouco tempo), pois de outra forma poderíamos desesperar...

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Minha Excelência

Cipriano Casssamá, a medalha de cobre nos Jogos Olímpicos da usurpação logo a seguir a ex-Ruth Monteiro, e a ex-Aristides (perdido o título que conservou durante vários anos), falsifica documento oficial no qual se auto-proclama "Presidente" da ANP.

Convenientemente, esqueceu-se que, por uma questão de coerência, teve de abandonar o cargo para ascender à Presidência da República, a 29 de Fevereiro deste ano (e não foi a primeira farsa do género). Ora quem vai ao ar, perde o lugar, como sabe qualquer criança.

Mas isto estamos nós fartos de saber. O que choca é a forma, com a qual o ex-Presidente auto-proclamado se preocupa sempre bastante. Assina o documento, que começa com "Sua Excelência" (referindo-se a ele próprio), onde só poderia estar a primeira pessoa.

O documento deveria portanto começar por "Minha", optando a dita auto-intitulada "Excelência" por se singularizar, ou, em último caso, se preferisse o plural, por "Nossa" Excelência.

PS Medalha de consolação nos JO da modalidade para DSP.

Lusamente

A agência de contra-informação LUSA mente. Alguns defenderão que se trata de simples distracção. Contudo, passados os factos a lâmpada que luza, rapidamente se chega à conclusão de que se trata de uma agenda, se bem que escondida (mas com o rabo de fora)... basta encaixar as peças.


O ISS, braço político da UA alienado à pseudo-inteligência neo-colonizadora sul-africana e afins, com a conivência subserviente da ONU infestada da família Guterres, produziu nos seus escritórios etíopes mais uma abébia relativa à Guiné-Bissau, insistindo numa MISSANG II.

O relatório 122 relativo ao mês de Março, foi publicado a 27 desse mês, como consta da própria publicação, e pode ser confirmado por uma simples pesquisa no Google, e não "hoje", como afirma a LUSA. Faça o leitor destas linhas um paralelo com Lamine Djata no DC.

Depois de desmascarada a fake aqui no 7ze, a LUSA, ao serviço do impostor SS, vem tentar emprestar credibilidade aos conspiradores rascas, pós-datando um relatório que ninguém lê (ou cita, sequer, como se poderá verificar no Google)? Enfim... lá saberão da sua credibilidade. 

terça-feira, 14 de abril de 2020

Fake fácil

É fácil disseminar fakes, abusando da crendice dos adeptos. Basta inventar um nome qualquer e colocá-lo a assinar. Pode-se sempre convenientemente lavar as mãos (apesar de Pilatos se apresentar muito politicamente correcto nos tempos que correm).

O editor do Ditadura de Consenso confundiu os seus desejos com a realidade. Ao contrário do que afirma, não houve qualquer postura da CPLP ou declarações "públicas" do seu secretário-executivo (mesmo se vontade não lhes deve faltar) quanto à situação política na Guiné-Bissau (mas talvez tenha falado ao ouvido do tal "Lamine Djata").

Desafia-se o referido LD ou o seu patrono "jornalista" a citarem a fonte que suporta as suas masturbações... "As declarações de Francisco Teles são inequívocas ao afirmar que tanto a CPLP como a Comunidade Internacional, não reconhecem a legitimidade ao Umaro Sissoco Embaló como PR da Guiné-Bissau."

"Deverão sair decisões contundentes"? finalmente, a invasão angolana! "contra quem preverica"? sim, sim, rica, prevê bem!

terça-feira, 7 de abril de 2020

O elogio do especulador

A mentalidade tacanha procura sempre bodes expiatórios para os seus próprios erros. Depois da guerra contra o vírus, preparam-se para uma guerra contra a inflacção, que os próprios engendraram, ao sonharem que podiam ir para casa e viver ad eternum dos rendimentos. Ao contrário da outra, que os portugueses já venceram, esta é uma guerra ingrata e inexoravelmente perdida.

Começaram a esconjurar fantasmas, com atabalhoados discursos anti-concorrenciais, apontando os "açambarcadores" ao opróbrio. Ora, como toda a gente deveria saber, os comerciantes são muito mais nossos amigos (apesar de especialmente de si próprios) que os políticos. Se fazem "chantagem" com a sua fazenda, é porque estão especial e legitimamente interessados em engrossá-la.

Ora não há nada de socialmente mais útil, em tempos de crise, do que o especulador, antecipando as tendências do mercado. Estão para a economia, como os catalizadores estão para as reacções químicas: não há pachorra de ficar ali para sempre à espera que aconteça. O mesmo se passa com os electricistas... ninguém se lembra que existem, até ao momento em que falta a luz.

Quem não quer ver, a realidade não deixará de lho mostrar, tão mais dolorosa quão tardiamente o fizer. Será legítimo pedir a um comerciante que continue a vender a farinha ao mesmo preço, sabendo que não a conseguirá repor em armazém, e que sua família se arrisca a passar fome, em consequência da sua insensatez? Mais vale guardar a farinha, e garantir o pão à sua família.

Façamos uma analogia medieval. Do cimo da torre principal, soa o alarme. Aproxima-se exército inimigo para colocar o cerco à cidade. Fecham-se as portas. Não entra nem sai nada nem ninguém. Houve uma inflacção instantânea de todos os bens. Entra em jogo a natural propensão para a especulação dos seres humanos, a qual acaba por ser um mecanismo colectivo de defesa.

Imagine-se por hipótese académica que assim se não passava. Os preços mantinham-se iguais, a vida continuava como antes ao ritmo habitual. Passado pouco tempo, o comerciante vai notar que não tem farinha, e todos ficam sem comida de repente. O aumento do preço anuncia a escassez e permite uma utilização mais racional dos recursos, procedendo ao racionamento.

PS com a devida vénia ao Professor Pedro Arroja.

Angola vence vírus

Se o vírus tivesse de entrar em África, como o SIDA, já o teria feito (segundo as teorias tremendistas da OMS, o país onde há bué da simbas já lhes devia ter sido abandonado há muito tempo). Para alguns adeptos de teorias da conspiração, foi concebido (em laboratório, presuma-se) para latitudes mais frias, não se adaptando bem ao calor e ao sol, poupando assim o homem africano e brasileiro.

Se JLo está assustado por não ter acesso ao sistema de saúde europeu, ponha gelo no seu scotch caro. Aos angolanos recomenda-se a importação em massa de aguardente de cana da Guiné-Bissau  (muito barata por litro, 1000 kwanzas, ao câmbio oficial!), o melhor remédio contra o vírus, que deverá ser servida em balão e ligeiramente aquecida. Tenta só reprimir o povo, se quer saber quem manda.

PS o povo riu-se da palhaçada e impôs o bom senso nas ruas. Estão preocupados que o povo vos contamine agora que não podem fugir? Ahahah condenar as pessoas a morrer de fome também não parece ser uma medida muito popular.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Queda da cadeira

Gostaríamos de ter visto o Papa numa santa ânsia de martírio, na linha da frente da luta contra o vírus, dando esperança à cabeceira dos enfermos italianos. O poder de curar com as mãos e o Espírito também entrou de quarentena?

Carta aberta a Marcelo

Começou o choradinho... nem mais meio cêntimo para a banca, senhor Presidente. Aguentem-se à bomboca. É preciso modernizar o ramo, o povo português não pode financiar um sector completamente obsoleto. Os magros recursos que for possível mobilizar (monetários e não monetários) deverão ser encaminhados para a produção real no sector primário. Sugere-se uma agressiva campanha de reinvestimento na frota pesqueira tradicional, anunciando desde já, como medida de emergência, uma moratória sobre todas as quotas pesqueiras e o estabelecimento de acordos de pesca bilaterais, por exemplo, com a Guiné-Bissau. Em anos de vacas gordas, foi o festim que se sabe... comeram a carne ao povo português? agora roam-lhe os ossos.

Cotação dos metais preciosos

A cotação do ouro e prata abrem a semana em forte alta, excomungando as declarações desinspiradas do Papa.

For a Lucky tip, read Lukas 16.1 to 8. Atenção que há muitas traduções rascas... "e o Senhor louvou ao administrador desonesto, pois os filhos da luz [itanos] devem ser tão prevenidos quanto os filhos das trevas.".

PS num só dia, já estão a ganhar mais que aquilo que o banco paga num ano.