sábado, 17 de agosto de 2013

Bissau 2098 - Ficção Científica

Mais um magnífico pedaço de cultura sob a forma de humor guineense proporcionado pelo Kafumbero.

Parabéns, Ady!

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Parabéns, Didinho!

52 anos!

Sempre a contribuir para a Guiné!
A terra precisa de ti.
Esta é a hora.

Felicidades!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Segurança privada

Caso o ante-proclamado vencedor das anteriores eleições (com «apenas» 49%) e auto-proclamado vencedor das futuras (com uns exorbitantes 80%) pretenda assegurar a sua «valiosíssima» (vaidosíssima?) integridade física, o melhor talvez seja protegê-lo na prisão de Mansoa, onde tem condições condignas de permanência: com um requerimento talvez se consiga mesmo arranjar ligação à internet, para ir vendo o FB.

Talvez possa pedir um orçamento ao Estado, para fornecimento de serviços de segurança privados, de forma a equilibrar as finanças da tropa. Depois de ter desmerecido as chefias militares já depois de ter sido deposto («_Não respondo a subordinados»), parece-me que o serviço lhe sairá relativamente caro. Talvez possa pagar em gasóleo... O melhor talvez seja mesmo uma chegada de surpresa: já não há «rent an heli» em Conacri?

Talvez possa melhorar as suas probabilidades de sobrevivência trocando a sumbia por um capacete; face ao desarmamento dos guarda-costas, talvez seja melhor arranjar também guardas-barriga, pois muitos dos familiares injustiçados das suas vítimas poderão pensar em atacá-lo de frente...

A voz do$ dono$

O Sindicato dos funcionários da Embaixada da Guiné-Bissau (ex-ante) em Paris, com um efectivo de pouco mais de meia dúzia de palhaços e um nome pomposo pretendendo «representar» guineenses na diáspora, simpatizantes e amigos da Guiné-Bissau, continua empenhado em trair o sentimento generalizado daqueles e daquelas que diz representar, tal como já há um ano foi aqui denunciado, seguindo as instruções do «governo legítimo» e do Jorge (que chacota)...

Uma força militar? Patrocinada por quem? Angola? Portugal? Ou Cabo Verde, que está mais perto? As Nações Unidas há um ano não quiseram embarcar nessa «brincadeira» de mau gosto e a possibilidade foi descartada. Para quê voltar à carga? Para desestabilizar o país? Não basta a ocupação ilegal dessa pequena parcela de território guineense na Europa que mantêm há mais de um ano? Squatters! Pelos vistos não se trata de uma embaixada, mas de um núcleo de candidatura privado. Como espera Cadogo ressarcir-se dos gastos?

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Pinóquio

José Maria das Neves defende, na página oficial do governo de Cabo Verde, que «não houve contrapartidas» no caso dos agentes «retidos» na Guiné-Bissau, dando a entender que já tinha «reconhecido» as autoridades guineenses desde o anúncio da realização de eleições...

Quando quem assina «governo legítimo» já assumiu a candidatura a eleições no quadro de um «governo ilegítimo», não se vê mesmo como o trio Portugal, Cabo Verde e Angola poderão continuar a manter esse discurso caduco. Gepeto, porque não o fazem com o Egipto?

A título de contrapartidas (excluindo as secretas) lembre-se a extensão a Bissau (muito à americana) da embaixada em Dakar. A visita desse recém-«nomeado» embaixador a um país que estava «riscado» do mapa. E, não menos importante, as declarações «mansas» que tem produzido?

Parece mais adequado manter a discrição neste caso, que ficou encerrado quando assumiram «falhas» na deslocação dos agentes; não pretenda reatá-lo, que só o poderá prejudicar.

Possível cenário

Acabei de ler a opinião do Eldmir Faria (Gú) no Progresso Nacional, com a qual concordo inteiramente, tal como, aliás, já aqui tinha defendido.

O que me leva a antecipar um cenário: face a uma presença abusiva e desadequada de algum inoportuno candidato, que não seja oportunamente travada por quem de direito, qual seria a melhor opção para esta miríade de candidaturas patrióticas? Desistirem, à boca das urnas (antes da primeira volta, claro), cerrando fileiras em torno de uma candidatura consensual.

É relevante que o Eldmir não inclua na sua lista de candidatos Carlos Gomes Junior, que, pelos vistos, continua surdo frente à voz da razão, que desaconselha a sua candidatura.

As «montras» no FaceBook da candidatura de Cadogo são lastimáveis. Numa, trata-se de uma fotomontagem sobre um mapa da «Guinée-Bissau» em francês. No título da outra, consegue dar três erros de português na mesma frase: «Luta pela bem estar do povo da Guine Bissao»?

Que se deve esperar de uma pessoa que produz dois erros, quando escreve simplesmente o nome do seu próprio país?

Está na hora de despedir os assessores, que tão mal o têm aconselhado!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Batalha escatológica

O primeiro filme de João Viana, rodado na Guiné-Bissau, a Batalha de Tabatô, rememorando velhos fantasmas da guerra colonial representa uma crítica muito actual da situação política, batalha entre o mal e o bem, na qual o «ruído» é combatido pelo ritmo da música dos balafons mandingas.

Pelos vistos representa uma «inversão» demasiado forte, ao sugerir que os escravos se podem transformar em reis... e foi censurado no Festival de Cinema de Durban: ver entrevista do realizador à Al Jazeera, com dois outros realizadores de cinema africano recentemente censurados.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

TAP de parabéns

Uma reclamação «privada» na página do FaceBook teve resposta passados 35 minutos.

Hoje as redes sociais fazem maravilhas!

Natália Falé publicou no TAP PORTUGAL há 37 minutos

«Sendo uma cidadão portuguesa há 3 anos residente na Guiné-Bissau, várias vezes "tomei as dores" da TAP Portugal e defendi a transportadora aérea nacional quando era severamente criticada por cidadãos guineenses, portugueses e de outras nacionalidades, relativamente à duvidosa qualidade do serviço prestado na rota Lisboa-Bissau-Lisboa.

Hoje, e infelizmente, mudei de lado na "trincheira" e a minha voz engrossa agora o coro dos descontentes com a prestação da TAP. Desloquei-me a Portugal em férias, no voo TP 202 do passado dia 14 de julho, tendo recebido as minhas 2 malas apenas 60 horas após a minha chegada a Lisboa. Os sucessivos contactos por e-mail com o serviço "Fale Connosco", no sentido de obter informação relativamente ao procedimento para ser ressarcida da aquisição de bens de primeira necessidade, ainda aguardam resposta....

Na passada 3ª feira, dia 30, estando já no autocarro a caminho do voo TP 201, de regresso a Bissau, fomos mandados regressar ao aeroporto, com a informação de que o voo fora cancelado, alegadamente por más condições climatéricas. Curiosamente, as mesmas condições climatéricas que não inviabilizaram a aterragem e descolagem de outra companhia aérea, no mesmo aeroporto, dia e hora do TP 201. 24 horas depois a TAP organizou um voo extraordinário, TP 3221, para transportar os passageiros até Bissau. Cheguei então ao destino final, 30 horas depois de ter saído de casa!!!

Mas eu fui afortunada, porque as minhas malas continuam num qualquer armazém no aeroporto de Lisboa, juntamente com as bagagens de cerca de mais 80 passageiros, aguardando que a TAP se digne trazê-las até Bissau! Em resumo, nesta deslocação Bissau-Lisboa-Bissau, TUDO, mas mesmo TUDO, confirma a desconsideração com que a TAP Portugal trata os passageiros desta rota, apesar dos exorbitantes preços cobrados por uma viagem de médio curso (4 horas)!

Por tudo o acima exposto, a minha voz junta-se agora à de todos aqueles que têm vindo a ser sucessivamente desconsiderados pela TAP, na afirmação de que a transportadora aérea portuguesa desprestigia a imagem de Portugal em África, ao fazer distinção entre passageiros de 1ª e passageiros de 2ª! Nos "braços abertos" da TAP Portugal nem todos cabem, pois uns são mais "passageiros" do que outros!!!!»

TAP PORTUGAL há 2 minutos

«Olá Natália, Apresentamos, antes de mais, as nossas desculpas por toda a ocorrência que nos expõe e pelo incómodo causado até ao momento. Para que possamos agilizar a situação, pedimos que nos indique, caso disponha, do número de processo de bagagem perdida que lhe foi atribuído.»


PS Sugere-se que os(as) restantes 79 passageiros(as) enviem também, pelo mesmo canal, as referências solicitadas, de forma a agilizar o mal entendido do «jet lag» (embora ao longo do meridiano) sistemático da bagagem (para além da imprevisibilidade da linha). A favor da TAP, lembro a corajosa decisão comercial de voar para Bissau logo nos dias seguintes ao 12 de Abril do ano passado, ignorando a «birra» de Paulo Portas e quebrando pela raiz um indesejável isolamento. Duvido que a transportadora tenha aderido à campanha de «má vontade» promovida, no último ano, contra a Guiné-Bissau.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Significado de aculturação

Os dirigentes cabo-verdeanos cada vez mais perto da América... (e pelas piores razões). Em comentário às declarações da Ministra cabo-verdeana à Rádio sobre o caso dos dois polícias libertados, depois de acompanharem até Bissau uma cidadã guineense «deportada», John Mattos escreve no Cabo Verde Directo:

As palavras têm um peso histórico, jurídico, literário, sociológico, etc etc.. Isto para dizer que a palavra «Deportação» utilizada sai do seu contexto histórico, jurídico e político. A palavra mais adequada seria expulsão ou extradição ou outro sinónimo mas NUNCA deportação, que tem um pesado sentido histórico, lembrando o tráfico de escravos negros para as Américas e mesmo para aqui para a Cidade Velha, ou então o dos judeus para os campos de concentração. Em Cabo Verde, esta palavra não era utilizada até há bem pouco tempo, uns 10/15 anos; surgiu com a imitação/tradução da palavra deportation, quando os americanos começaram a expulsar os caboverdianos em situação ilegal para CV. Passou-se a traduzir à letra "deportation" que deu deportação. Ora bem, em português, deportação tem uma história político-jurídica ligada à escravidão dos negros e à deportação dos judeus.

PS Não se percebe: se a tendência é de deportation, para que levaram Bubo? Como lhe deveríamos chamar? Importation é para mercadorias, parece desadequado. Será que Obama, como prometeu para as minorias, está a pensar atribuir ao senhor Almirante uma «carta verde»?

Público elogio

Não quero deixar de fazer um elogio a João Biaguê, ex-Director da Polícia Judiciária.

Um verdadeiro profissional, cujo profundo e inalienável sentido ético obrigou à demissão. O seu retorno ao cargo é altamente desejável, quem quer que seja que ganhe as várias eleições.

Afinal, infelizmente, o caso dos polícias cabo-verdeanos, acabou por provocar baixas do lado guineense.

É engraçada e esclarecedora, a comparação entre os Estados de Direito, à imagem da célebre alegoria de David e Golias: os Estados Unidos e a Guiné-Bissau.

Uns sentem-se no direito de raptar, julgar (e até matar) cidadãos estrangeiros. Na Guiné-Bissau, um estado pária, como lhe chamam, uma oportunidade justificada de retaliação é desperdiçada quase ingloriamente por pruridos «legais».

A Guiné-Bissau não é nem nunca será um Narco-Estado. Para os Estados Unidos, o direito é sempre relativo, sobretudo quando se trata do Direito dos outros; na Guiné é respeitado, mesmo em circunstâncias que aconselhariam uma ligeira e temporária amnésia...