quarta-feira, 31 de julho de 2013

Não há fome que não dê em fartura

Autópsia das opções de Cadogo.

Bibó Progresso Nacional!

Adjarama, Bubacar!

Um Obama relutante

Relutante em aceitar ter de comunicar aos americanos que o seu programa de saúde egocentrado, o «ObamaCare», se está a revelar um verdadeiro desastre financeiro; relutante em ter de anunciar aos americanos que estão perante o tempo das «vacas magras».

Contra uma mudança no estilo de vida dos americanos? O ideal para a sua carreira, seria que os Estados Unidos continuassem indefenidamente uma cadência de despesismo piramidal; até o mundo parece julgar estar dependente desse fluxo fictício de capital...

Os «últimos cartuxos» são reveladores do desespero do Federal Reserve Bank. Empenhar ouro para castigar os especuladores, em vésperas da revelação do «rabo escondido» que permitirá localizar o gato? Ninguém controla o FOREX nem as expectativas mundiais.

(pelo menos por muito tempo)

Continuar a jogo, sem nada na mão, sem mostrar produto de todo o dinheiro já injectado, parece puro bluff. Vai gastar o ouro todo, atingir os limites, jogar o próprio jogo da especulação, no qual já está queimado?

Como já tínhamos aqui avançado, agora sente a necessidade de fazer publicidade gratuita. Porque será?

Quem tem medo do lobo mau?

Opinião recebida por email, que desde já agradeço ao Fernando Soares da Gama.

Quem tem medo do regresso do Carlos Gomes?

O Kumba Yalá?
_Não, porque tem o seu eleitorado fixo e controla uma parte das forças de defesa e segurança.

O Antonio Indjai?
_Não, porque ele já sabe que o seu destino será idêntico ao de Bubo. Só que se o Antonio Indjai falar, o Cadogo vai ficar manchado.

O Serifo Nhamadjo?
_Não, porque já o desafiou no partido e agora, qualquer que seja o desfecho, é Presidente de Transição, reforçou-se politicamente e na sub-região.

O Carlos Correia?
_Não, porque tem autoridade moral no PAIGC e foi por isso que baralhou o processo de congresso do partido que marcava vitória clara de Domingos Simões Pereira.

O PAIGC?
_Não, porque o Carlos Gomes nunca foi verdadeiramente do partido e ali se encontra a explicação porque é que nunca o Carlos Gomes controlou realmente o PAIGC, era só «fantochada». Se isso não for verdade, que me expliquem como perdeu uma eleição presidencial sendo Presidente do partido maioritário na Assembleia e Primeiro Ministro durante 4 anos? Outra informação: Angola nunca apoiou a pessoa de Carlos Gomes, mas o candidato do PAIGC!!!

O Braima Camará?
_Não, porque o Comité Central do PAIGC por várias razões, não só étnicas, é amplamente pró Braima Camará.

O Helder Vaz, agora na qualidade de candidato às eleições presidenciais?
_Não, porque Portugal sempre apoiou o Movimento Bafatá e Helder Vaz durante esses vários anos como Director Geral da CPLP reforçou os laços com o mundo politico e económico português, que sempre olharam o Bafatá como uma alternativa ao PAIGC.

O Paulo Gomes, agora candidato às eleições presidenciais?
_Claro que não, porque é um dos candidatos que sempre realçou o nome da Guiné e que tem lobbies mais fortes do que todos os outros candidatos, em Portugal, passando pela França, Angola, Estados Unidos e União Europeia. O Fórum Económico de Bissau, foi só a «ponta do iceberg». Só para recordar que mesmo o Conselheiro Económico de Barack Obama esteve em Bissau, sem contar outras personalidades. 

Afinal quem tem medo do regresso do Cadogo a não ser o próprio Cadogo, que tem muitas contas a prestar a familiares de vítimas e ao Tesouro Público guineense. A estadia do Carlos Gomes em Lisboa pode vir a tornar-se um caso delicado, com a abertura de um inquérito pela Policia Judiciária, por causa duma transferência de mais de 1 milhão de euros que cheira a branqueamento.

Cada um por si?

Num honesto e correcto apelo à humildade, Flaviano Mindela dos Santos, publicado pelo Ditadura do Consenso, enuncia os argumentos nos quais alicerça a sua opinião, defendendo a não concretização da candidatura de Paulo Gomes, já publicamente apoiado por algumas vozes importantes no seio da comunidade internacional.

O mesmo género de apelo, seria válido para Carlos Gomes Junior, considerando as circunstâncias: desista das suas pretensões inoportunas, valorize o amor à pátria em detrimento do próprio. Deixe de armar em Primeiro-Ministro «legítimo», decida-se a voltar à Guiné-Bissau como simples e humilde cidadão, para cuidar dos seus negócios.

Helder, não vás, também, por aí: não se trata de uma corrida ou de um concurso de beleza. Esta parece mais uma falsa partida, para todos os concorrentes. O HV (high valued) padrão de actuação parece continuar o mesmo de sempre: aparecer no fim, quando o desfecho parece certo, para reclamar os louros da contenda. Standart Red Green Blue.

Já o Dr. Cherno Jaló, perante tão ilustres competidores, talvez devesse defender aquilo que diferencia a sua proposta, (pela positiva?) da dos demais. Tal como o Dr. Paulo Gomes percebeu, hoje, as redes sociais, pelo seu papel de vanguarda (mesmo actuando através de um pequeno espectro de penetração social), serão importantes no desenlace.

Está na altura de todos os candidatos, pretendentes, até aos simples anónimos, começarem a discutir e a confrontar positivamente as suas ideias; para isso dispõem hoje de uma panóplia diversificada de blogues bastante inter(activos), interventivos e sempre actualizados, de fazer inveja a qualquer nação, uma democracia da opinião.

Simples currículos e ocas declarações de intenções não chegam. É preciso correr as tabancas (como Domingos Simões Pereira), saber ouvir... Mas também estar presente na internet e na rádio de uma forma positiva. Haverá que esclarecer quais as ligações dos projectos respectivos aos resultados das legislativas e, porque não, criar um fórum comum de discussão.

Alguém me ajude: _Qual era a força dos mosqueteiros?

«Programa» mínimo

O caso dos polícias cabo-verdeanos parece encerrado. Os profissionais, que nunca deveriam ter desembarcado do avião «em serviço», nem pisado um chão do qual o seu país não reconhecia as autoridades de facto (há mais de um ano, tiveram tempo para reconsiderar antes), poderão finalmente regressar às suas famílias. O seu caso humano foi lamentável, mas, estando ao serviço (de incompetentes, mas pronto), vão de consciência tranquila e com o sentimento do dever cumprido. Acabaram por prestar um bom serviço, restabelecendo o diálogo.

Sem que se conheçam as restantes contra-partidas prestadas pelas «instâncias» do país visado (por falta de visto de entrada), pode constatar-se um saldo positivo de toda a fricção: as autoridades da Guiné-Bissau foram finalmente reconhecidas por Cabo Verde, com o oportuno aparecimento de um «embaixador» (embora, seguindo o modelo americano, com sede em Dakar; e, pergunta-se, esse «embaixador» foi credenciado? perante a Presidência? não deveria sair do país sem primeiro apresentar cumprimentos de despedida...) para a Guiné-Bissau.

Inaugurada assim uma nova fase das relações entre os dois países, após um desadequado interregno de mais de um ano (impunha-se há muito a abertura de um canal de comunicação, que poderá no futuro dissipar preventivamente casos similares), espera-se que Cabo Verde possa dar outros passos no sentido do fortalecimento dos laços que unem o país ao continente, de boa fé numa verdadeira comunhão de interesses linguísticos, culturais, económicos, e até filosóficos. Parece chegado o momento para repensar as opções estratégicas do eixo Praia-Bissau.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Psico

A candidatura de Cadogo, ex-Primeiro Ministro ex-ante (demissionário para candidatura) e conhecido empresário, é claramente inconstitucional.

Como Filomeno Pina lembrou há tempos, a sua insistência doentia e as suas expectativas claramente sobredimensionadas e ultrapassadas, apenas o poderão prejudicar psicologicamente perante a humilhação que as urnas lhe reservam (se lá chegar, por inoperância da CNE).

Faz lamentavelmente lembrar a Triste tentativa de retorno de Mário Soares, humilhado nas eleições com metade da votação do seu amigo Manuel Alegre. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, todo o mundo é composto de mudança, tomando sempre novas qualidades.

De Killer a Chicken...

Cavo Berde resgata-se

As «instâncias» cabo-verdeanas mostram-se cada vez mais impacientes na resolução do caso dos dois espiões, com pedidos de desculpa do seu SEF ao homólogo guineense (justificação tardia e demasiado mastigada), contradições, etc. Umas baratas tontas sem o mínimo de serenidade ou sentido de Estado. E como muito bem lembrou o líder do MpD ao presidente, esta é uma oportunidade para mudar de discurso... (e já agora, redimirem-se dos seus erros, em relação aos quais foram atempada e repetidamente avisados por Corsino Tolentino).

Uma vez que foram anexados pelos Estados Unidos (52º Estado, depois de Porto Rico) talvez possam pedir ajuda a esses amigos «da onça», que deixam os lacaios em maus lençóis... Como pagou a DEA o serviço? Em droga, como é costume na organização? A única solução parece ser convencê-los a repor a situação ex-ante: ou seja, a devolução de Bubo ao Geba, acompanhado de uma pequena nota pedindo desculpas pelo equívoco. Dois cabo-verdeanos por um guineense. Para não parecer desequilibrado, digamos antes um Almirante por dois polícias.

Quanto ao tribunal de Nova Iorque, tenho a certeza de que o senhor Almirante fará um ponto de honra em se apresentar depois, pelo seu próprio pé, à «justiça» americana.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Manchete: PP, do PP, para a PP

Rui Machete, advogado e político experiente, em tempos à frente da FLAD (dinheiro americano para desenvolver o capitalismo), é o novo Ministro dos Negócios Estrangeiros, substituindo Paulo Portas, de triste lembrança: a sua passagem pelas Necessidades revelou-se um autêntico desastre.

Espera-se uma forte inflexão na política externa portuguesa, com maior dose de pragmatismo e humildade. Desde já apresento ao novo Ministro o meu desejo das maiores felicidades no nobre cargo de que acaba de ser investido, na expectativa que em breve corrija os erros do antecessor.

sábado, 20 de julho de 2013

Benefício da dúvida

Queria pedir aos irmãos intelectuais balantas que concedessem ao irmão Ramos-Horta o benefício da dúvida. Todos erramos. Talvez certas posturas iniciais não tenham sido as mais adequadas, mas José Ramos-Horta está a tentar corrigi-las. Todos aprendemos e vamos aprendendo com tudo o que tem acontecido. Arriscar-me-ia mesmo a afirmar que na Guiné se estão a dar provas de verdadeira civilização ao mundo e o processo não é fácil. Aproveito ainda para lembrar que este não se ofereceu; a sua mediação foi solicitada de Bissau.

Logo se verá o resultado da sua presença em Maputo, para o funeral da CPLP.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Incoerências...

«As autoridades de Cabo Verde apresentaram nas instâncias competentes guineenses um pedido de libertação, que ainda não obteve resposta.» Lusa

Se calhar apresentaram às instâncias erradas... Entregaram o pedido a Raimundo Pereira ou a Carlos Gomes Junior?

É natural que uma coisa que não existe, não responda. Uma reacção mais discreta e low profile seria mais adequada a quem fez borrada.

Esclarecimentos? Com urgência? Agora têm pressa? Quem tem de dar esclarecimentos é Cabo Verde. Que faziam os espiões em Bissau?

O melhor é confessarem. É que a Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe não ratificaram a Convenção Internacional contra a tortura...

Tratam os guineenses como selvagens, depois admiram-se.