quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Reacção do Embaixador da Nigéria

Obrigado, irmão Samba Bari, pelas novidades via RDP África no Rispito: as declarações do embaixador da Nigéria vieram acalmar as coisas.

Pelos vistos o feitiço virou-se contra o feiticeiro... o tiro saiu pela culatra. A situação parece estar a gerar compreensão e mesmo uma onda de simpatia.

O senhor embaixador em Bissau classificou o ocorrido como uma «provocação atribuída a mecanismos diabólicos e inimigos do progresso».

Acusou igualmente a Rádio Pindjiguiti de incitação à violência.

Tese dos três

A rádio difusão nacional nigeriana, Voice of Nigeria acaba de editar uma notícia, na qual se mantém o erro. Seria importante corrigir este erro rapidamente... Há que expurgar o «s» do plural no fim de «killing(s)».

A origem parece ser a France Press (AFP), que deveria ser requerida para desmentir a sua versão, face à inconsistência das notícias publicadas (até porque está em causa não só a credibilidade da Agência, como a sua quota parte de responsabilidade ética), no tocante à versão de a multidão ter arrancado os «nigerianos» de um carro da polícia (a foto do indivíduo publicada pela agência não corresponde à da foto chocante publicada pelo Ditadura do Consenso), ou de a(s) morte(s) ter ocorrido nas imediações da Embaixada. O jornalista da AFP teria visto dois corpos «nigerianos» no Hospital e a notícia acaba por se referir a três...

Uma dúzia de detidos

A Lusa acaba de publicar a notícia da prisão de doze suspeitos no caso do linchamento de um cidadão nigeriano.

Segundo Abdu Mané, Procurador-Geral, estão indiciados por participação material no linchamento mortal e incitação à violência e ódio xenófobo.

Seria importante que o processo corresse com a maior celeridade e transparência possível.

O Doka acaba igualmente de publicar um artigo sobre os incidentes, insurgindo-se também contra esta barbaridade, e termina perguntando: «como podemos querer que tratem bem os nossos irmãos na diáspora, se tratamos assim os estrangeiros?»

Panapress insiste no erro

Num comunicado saído há pouco, com o título «Nigéria furiosa com assassinatos dos seus cidadãos», continuam a afirmar serem três os mortos (o que faz com que pareçam assassinatos em série), tendo os jornalistas optado por escolher os piores sinais de todo o contexto (que está já em vias de acalmia, com toda a gente a por água na fervura, incluindo do lado nigeriano):

''When people come and invade our mission, then it is assumed that they have invaded Nigeria.»

Com este género de acusações oficiais, não se brinca, como sugere o PN.

Assumindo as suspeitas, baseadas nas circunstâncias em que ocorreram os factos (a quem aproveitou a «contra-notícia»? era para «abafar» a presença de Xanana?), parece importante desmascarar o carácter maquiavélico das forças obscuras em questão, apurando até às últimas consequências o modus operandi que conduziu a resultados sociológicos tão funestos. Assim, seria importante analisar o registo audio da Rádio Pindjiguiti desse dia, o qual deveria ser tornado público.

Parece uma boa ocasião para reflectir sobre a responsabilidade jornalística e o seu papel na sociedade...

Ntene foronta di borgonha

A vergonha que se passou em Bissau foi discutida no Parlamento nigeriano, que pediu o reforço da segurança em todas as suas embaixadas pelo mundo fora, tendo o governo condenado veemente os factos, considerando-os «bárbaros e inumanos»; o Presidente ordenou ao embaixador em Bissau que investigue as razões do sucedido.

Face ao aturdimento generalizado que revelam as primeiras notícias, de repúdio por esta inqualificável atitude de xenofobia, foi veiculada alguma informação errada passível de dar origem a um mau entendimento do que se passou, já que não se referem a uma acção «popular» (que teria sido mais ou menos «espontânea»), mas sim à actuação de supostas milícias armadas, numa operação estilo «comando» de guerrilha (eventualmente traduzindo uma putativa «intencionalidade»).

O mesmo refere a notícia em inglês divulgada pelo Progresso Nacional, no qual parece que a situação evolui já favoravelmente graças a uma reacção pronta e firme das autoridades e a um pedido de desculpas à Nigéria ; num outro artigo do mesmo blog associam-se os acontecimentos subsequentes, sugerindo tratar-se de retaliação por parte das autoridades militares, numa percepção de que a fúria popular terá sido premeditada e induzida por provocadores.

(Falta de) Visão nocturna

A Visão aceita queixas. Se lhe roubarem o telemóvel, telefone (de uma cabine pública), que a revista faz um artigo, para ver se conseguem recuperar o seu aparelho. Ver (pseudo) notícia (mas literária).

PS Julgo que o patrão lhe tinha agradecido mais uma crónica entrevistando Xanana, naquele contexto... Que falta de faro e de sentido de oportunidade para entrar para a história e vender mais umas revistas. Deveria ser despedido de cronista, pois o papel da Visão é de qualidade boa demais para esta vítima lamechas de assaltos no escuro. Para a próxima, em Bissau, volte para o Hotel antes do por do sol, ou compre uns óculos de Visão nocturna.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Machete massacrado em todos os telejornais

Na SIC foi mesmo a «estrela», há pouco, à hora do almoço, com mais de 10 minutos de tempo de antena.


Ver também a entrevista de Rafael Marques, à mesma cadeia, na qual o jornalista angolano acusa de subserviência (no mínimo) os ministros portugueses.

O diário do regime, em Luanda, como publicou o Didinho, reage sempre, por antecipação, disparando em todas as direcções e, como é costume, utilizando o argumento de sempre, o único, aliás: os reféns portugueses que mantêm no país, evidenciando o carácter essencialmente perverso do relacionamento entre os dois países... E ainda têm a lata de falar em reciprocidade?

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Notícia canibalizada

Primeiro uma nota de desagrado pela «não notícia» que invadiu os meios de comunicação social portuguesa: desde quando o roubo de um telemóvel é notícia? O grande comandante Xanana visita Bissau e sobre isso nem uma palavra... Parabéns ao Progresso Nacional pela desmistificação.

Parabéns ao Nbissane Nquelim, publicado pelos irmãos intelectuais balantas, pela desmistificação dos boatos anti-nigerianos; seria interessante conhecer a sua proveniência... já agora, os parabéns também à Liga pela pronta reacção. Depois de o sangue ter corrido, é precisa introspecção.

E refiro o exemplo de Ramos-Horta: segundo conta, a violência política em Timor, só acalmou depois do atentado contra si. Ao verem o sangue os seus opositores ficaram confundidos.

É natural que os ânimos se exaltem com facilidade devido ao triste quadro económico e social... E também aos apelos e instigações à violência. É triste e não dignifica o país.

Nada justifica a loucura assassina que assolou hoje Bissau.

Visita de Estado

Foi emocionante constatar a empatia de Xanana, vestindo farda a rigor; exemplificando assim como um militar também pode ser um político interveniente.

A sua capacidade para sentir, para comungar das preocupações dos outros, são exemplares de humildade e humanidade. Grande bofetada para Lisboa.

Um bom exemplo para os cinzentões de cabeça vazia, políticos e jornalistas, que papagueiam condenações no desconhecimento das realidades do país.

O povo da Guiné-Bissau, «tão desencantado pelas elites políticas, traído nos seus sonhos mais simples», agradece a Ramos Horta pela oportunidade.

Espera-se com impaciência a apresentação conjunta dos resultados e conclusões desta visita histórica, sendo momento ideal para grandes decisões.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Rua!

Marcelo Rebelo de Sousa recomendou ao bajulador do regime angolano, Rui Machete, infeliz escolha de Passos Coelho para Ministro dos Negócios Estrangeiros, que se demita, para não obrigar o Primeiro-Ministro a ter que fazê-lo...

Não bastava o outro MNE, este é ainda pior!

Ver notícia.