Ainda na página 272, como el-rei despachou o maricas
«Do que el-rei fez a Heitor Borralho
Um Heitor Borralho cavaleiro da casa de el-rei vindo da Guiné por capitão de uma caravela vinha muito alvo; e quando beijou a mão a el-rei e este o viu assim, espantou-se e perguntou-lhe como vinha tão alvo; e ele lhe respondeu "Senhor, fui e vim sempre muito embuçado, com touca e sombreiro e sempre luvas calçadas" e el-rei lhe disse: "Não fôra melhor vir negro como homem, que alvo como mulher? Quem isso faz é néscio e não serve para nada" e o fez levantar e ir sem o querer mais ouvir.»
Black is beautiful!
E ainda, como el-rei despachou as conchas de volta para a Guiné
Há ainda a curiosa história do sistema monetário africano, com base numa célebre concha. O nome científico da antiga moeda local é cypraea moneta (e hoje até consta do "brasão" da CEDEAO).
Os primeiros comerciantes judeus à escala global, deslumbrados pelas imensas oportunidades que os portugueses estavam a criar com as suas novas rotas, atafulhavam as primeiras caravelas de bugigangas e pechisbeque (além de fazerem escala na ilha do Sal para se abastecerem dessa mercadoria e irem até à Serra Leoa comprar cola para vender aos mandingas), sendo a procura sistematicamente superior à oferta solvável, graças aos termos de troca manifestamente favoráveis que estabeleciam. Para além das trocas por ouro, marfim, peles, malagueta, escravos, etc, passaram pois a aceitar e a aforrar a "moeda", com a qual esperavam efectuar compras futuras. Ou seja, estavam a tentar aplicar em África, a acumulação primitiva que faziam na Europa.

_Devolvam já ao raio dos pretos a merda das conchas!
1 comentário:
O problema é que não eram criptoconchas! Eheheh
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