terça-feira, 1 de outubro de 2013

USA => Off

É o shut down. O apagão. O estouro.

Obama é um flop. Ver o artigo que já aqui tinha escrito há uns meses, o fim de Obama. Quis lançar uma guerra para tapar os olhos aos americanos. Não conseguiu. Agora, que emerge o desastre financeiro em que se encontra a América, tenta fazer da oposição o bode expiatório para os seus falhanços e crenças despesistas (demasiado optimistas). Como pode acusar os republicanos de fazerem chantagem (ver DN), quem não tem feito outra coisa, desde que lançou o «seu» sistema de saúde (a contra-ciclo, em plena crise)?

E isto é apenas a face visível do iceberg.

1 Outubro 2013 => 1€ = $1,35

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Cadáver (adiado) & enjoado

Rui Machete fez-se fotografar com Ban Ki-Moon com os cantos da boca virados para baixo, ao contrário do seu anfitrião. Explicou aquilo «que seu país tem feito para ajudar a resolver o impasse político na nação africana de língua portuguesa», a Guiné-Bissau.

Hipócrita!

domingo, 29 de setembro de 2013

Petição

Concordando com as premissas do Movimento de Salvação Nacional (mas não com as ilacções), submeto uma alternativa (num plágio descarado, que não deixa de ser um elogio), titulada com nomes (isto é um puro modelo, cada um poderá alterá-lo, se assim o entender), ao jeito dos desafios no PN. O email da página da presidência, para poder enviar a sua petição a título pessoal, ao cuidado de Lamine Djatá:

rgbpresidencia@gmail.com

Excelentíssimo Senhor Presidente da República da Guiné-Bissau,

Sua Excelência Serifo Nhamadjo,

Como cidadã(o) guineense, referindo-me à alínea 1) do artigo 62° da Constituição, venho por este meio requerer junto à Magna instância que V. Exa representa, a realização de um referendo oferecendo ao povo da Guiné-Bissau a possibilidade de optar entre um Governo de Salvação Nacional e a realização de eleições (com a inevitável confusão inerente).

Consciente de que é provavelmente a primeira vez na história do direito internacional que os cidadãos de um estado formulam um tal pedido, permita-me indicar as razões que me levaram a optar pelo presente requerimento, que considero ser o último recurso para salvar o nosso povo e consolidar a soberania reconquistada. Com a derrota do colonialismo português nas matas da Guiné-Bissau, nasce a esperança de uma nova vida para o Povo Guineense: educação, saúde, trabalho para todos, num Estado independente. A dignidade ameaçada com a colonização portuguesa seria assim readquirida.

Mas a esperança de uma vida nova, não passou disso mesmo: uma esperança. Os ideais de Amílcar Cabral e dos combatentes que deram a vida por uma Guiné-Bissau independente foram traídos. Traídos pelo partido único (PAIGC) que governou a Guiné-Bissau depois da independência até às primeiras eleições multipartidárias em 1994. Traídos pela classe politica guineense que tem vindo a servir-se sistematicamente do aparelho de estado para se enriquecer, em vez de servir o Povo Guineense.

A história recente da Guiné-Bissau pode resumir-se assim: eleições seguidas de golpe estado; golpe de estado seguido de eleições. Quarenta anos depois da independência, a Guiné-Bissau, de acordo com o relatório de desenvolvimento humano 2013 das Nações Unidas, encontra-se no 176° lugar do conjunto de 186 países. Todos os indicadores de desenvolvimento analisados são negativos. Na Guiné-Bissau, a esperança de vida à nascença é de menos de 49 anos.

O que se esconde atrás destes dados, são tragédias pessoais, enorme desperdício de capital humano!

Queiram então compreender e aceitar, caros candidatos às eleições Presidenciais

Desta vez NÃO têm a confiança do Povo Guineense.
Desta vez NÃO acreditamos em nenhuma das vossas promessas.
Desta vez NÃO acreditamos em nenhum dos senhores.

Desta vez:

NÃO acreditamos no sr Carlos Gomes Jr. (Cadogo) ,
NÃO acreditamos no sr. Paulo Gomes.
NÃO acreditamos no sr. Helder Vaz.
NÃO acreditamos no sr. Tcherno Djalo.
NÃO acreditamos no sr. Kumba Yala.
NÃO acreditamos em nenhum candidato(a) que ainda não se declarou.
Não temos mais nenhuma esperança nem nenhuma confiança na “classe politica Guineense”.
Nós, Povo Guineense, depois de décadas de traição, mentiras, corrupção, incompetência, abuso de poder, violência, humilhação, a ÚNICA solução em que acreditamos hoje é

a criação de um Governo de Salvação Nacional

nesse sentido, seguindo o exemplo de Paulo Portas em Portugal (cujo cargo de Vice Primeiro-Ministro foi criado «por medida»), quero subscrever a proposta para um Governo de Salvação Nacional, com mandato para três anos, prorrogáveis por igual período, graças ao mesmo instrumento democrático, um referendo.

Advoga-se a criação de cargos de «Vice» completamente independentes, cujo papel será de contrabalançar o «déficit» de legitimidade dos titulares, garantindo uma transição e um término do mandato tranquilo, trabalhando em conjunto na criação de um clima de confiança gerador da necessária estabilidade política e credibilidade internacional.

Vice-Presidente - Kaft Kosta
Vice-CEMFA - Daba Na Walna

Primeiro Ministro de Salvação - Fernando Casimiro
Vice-Primeiro Ministro de Salvação - Filomeno Pina

Podemos então aproveitar esta oportunidade para convidar todos os candidatos que estão verdadeiramente interessados – e acreditamos que todos estão – no bem estar do nosso Povo e no futuro da nossa terra, a enviarem por email uma mensagem a Sua Excelência o Presidente da República.

Os candidatos que querem mesmo servir o nosso povo, poderão sempre fazê-lo. Para tal bastará apenas provar ao Primeiro-Ministro do Governo de Salvação, pessoa imparcial, que têm o mérito moral, intelectual e técnico, para servir o povo Guineense. Uma selecção da(o)s melhores filha(o)s da Guiné será feita com base na competência e no mérito.

Se tem a motivação e as capacidades necessárias, envie o seu CV para o site Didinho.org que escolherá os melhores para servir o Povo Guineense e garantirá também a formação de um governo de Salvação Nacional competente e honesto para a Guiné-Bissau. É evidente que as próximas eleições não devem ser realizadas. Os que sabem quanto é 2+2, sabem também que não existem condições objectivas para realizar eleições na Guiné-Bissau em 2013, nem em 2014…

Se os senhores querem mesmo o bem do nosso Povo e não servir a vossa ambição pessoal e obedecer à «comunidade internacional», participando num processo eleitoral inútil, desperdiçando meios financeiros que poderiam ser utilizados para comprar remédios e pagar salários em atraso, mostrariam uma grande inteligência e amor ao nosso povo subscrevendo esta petição que solicita um referendo a um Governo de Salvação Nacional.

PS Acrescento que não falei com nenhum dos «propostos», é de minha única responsabilidade esta proposta de Governo de Salvação Nacional.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

40 anos depois, GB de novo na ONU

Sua Excelência o Presidente da República da Guiné-Bissau, fez ontem, perante a 68ª Assembleia Geral das Nações Unidas, reunida em Nova Iorque, um interessante discurso, que em muito dignificou o país.

Começou por esclarecer as circunstâncias (e as motivações) que lhe conferiram legitimidade para aceitar o cargo que actualmente desempenha, referindo a consciência da irrevogabilidade do facto consumado pelo contra-golpe (não podendo portanto ser considerado «golpista» como querem alguns) e o processo de legitimação da transição com base no órgão legítimo nunca dissolvido, a ANP, à qual se constituiu deputado por vários mandatos, sendo seu Vice-Presidente à data dos factos. Não encarou pois o cargo como um benefício mas como um sacrifício pessoal.

Depois, referiu-se à ignóbil campanha de «terra queimada», do «quanto pior, melhor», promovida entretanto pela «outra parte» (cujo último acto teve por triste e infantil protagonista Rui Machete, apenas para lhe dar previamente razão), no sentido de tentar minar e desacreditar os esforços de reconciliação, promovidos de boa fé.

Em termos estruturais, referiu-se, como principal factor de bloqueio no caminho do desenvolvimento, à «pescadinha de rabo na boca», ao ciclo vicioso da pobreza com a instabilidade, no qual a pobreza gera instabilidade, que por sua vez engendra mais pobreza. Está na altura para colocar um fim a este ciclo!

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O canto do cisne

Rui Machete, o que de piorzinho produziu o vazio mental daqueles (os homenzinhos de avental) que se auto-intitulam pedreiros mas não passam de uns reles serventes (sem noções de arquitectura e incapazes de alinhar dois tijolos, aliás o Portugal que hoje temos foi a sua «grande obra»), o mais recente Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal (e entretanto caído em desgraça e já demissionário, depois de se ter descoberto que mentiu, com várias notícias hoje nos jornais nacionais, DN, etc mas para informação veja-se este artigo de Eduardo Oliveira Silva no Clube de Jornalistas) teve um desempenho patético e indigno da sua pátria, nas Nações Unidas, como lacaio do imperialismo angolano, num encontro realizado «à margem da Assembleia Geral» em curso.

Depois de Portugal ter desperdiçado o seu lugar no Conselho de Segurança numa feroz e inglória perseguição às novas autoridades de facto da Guiné-Bissau, com origem no contra-golpe de 12 de Abril do ano passado, agora que a ONU reconhece as autoridades consolidadas por ano e meio de de paz (apesar de todas as provocações) e de bom senso (sem assassinatos políticos), com a derrota definitiva da farsa que alimentaram por demasiado tempo, não reconhece a evidência dos factos e faz declarações explosivas aos meios de comunicação (n'A Bola face à quebra de legitimidade entretanto no ar, a redacção sentiu-se na obrigação de uma assinatura colectiva), em nome de uma CPLP que quer fazer crer «unida», contra a Guiné-Bissau. Esperemos pela confirmação das posições dos outros seis países...

Na improvável hipótese de mais alguma diplomacia lusófona se querer juntar a Angola e a Rui Machete, a verdadeira e legítima CPLP ficará reduzida à Guiné-Bissau, eventualmente a Timor-Leste (foi entretanto anunciada a visita do grande Comandante Xanana a Bissau)... Um encontro contrariando o espírito do que acontece na Assembleia Geral (perante o mundo)? Só para tentar evidenciar uma exclusão que os factos desmentem? Mas engana quem? Mentiroso! (não sou eu que lhe chamo, várias pessoas o fizeram antes, hoje) Hipócrita! Mau perdedor (isto já sou eu a acrescentar). Vá curtir a sua reforma de 132 000 euros, mas esconda-se, se é que tem um pingo de vergonha (não tem é nenhuma, os americanos e o Obama é que de certeza não se deixam enganar, com todos os relatórios que receberam da FLAD sobre a «gestão» mama taku deste senhor).

Foi um rico serviço, este encomendado pelo Isnogood (aquele que quer ser Primeiro-Ministro no lugar do Primeiro-Ministro - pessoalmente prefiro o termo de Grão-Vizir), que este palhaço executou acriticamente: delapidar o pouco que restava do capital de credibilidade da CPLP, sem que se perceba o que esperava ganhar com isso. Então a CPLP «quer»? Quem não reconhece não tem «querer»! E já agora, como sabem que não há condições, enviaram espiões? E porque estão tão preocupados? Primeiro, o discurso era de que «Ai, credo, perpetuam-se no poder, preparam-se para adiar as eleições», agora de repente, pedem descontos de tempo... O rei recusa-se a ser despromovido a peão? Esse peão recusa-se a avançar perante as fracas possibilidades de ser (re)promovido? Para que é o tempo? para se dedicarem a mais inventonas?

P.S. Quem deve estar muito triste e envergonhado com todo este comportamento da diplomacia portuguesa para com as antigas colónias, é Adriano Moreira. Espero sinceramente que, aquele a quem se deve a defesa da educação para os povos das «Províncias Ultramarinas», que pretendia com isso propor uma alternativa possível àquela que viria a ser a Guerra Colonial (por isso viria a ser afastado por Salazar), nos deixe o seu contributo e opinião sobre este caso, pois costuma comentar o que se passa na ONU. Não concordo com a tese de que não se deve discutir o passado: se tivesse sido assim e não assado... Se o futuro é um campo de possibilidades em aberto, porque não discutir o passado? Julgo que o Senhor Doutor, que admiro muito, como já em tempos tive ocasião para lhe transmitir pessoalmente, deveria deixar cair alguns tabus (de humildade) que fez pesar sobre a sua carreira. Talvez o facto de que pudesse vir ajudar a uma futura refundação da CPLP o justificasse.

A CPLP vendeu a alma!

Fogo de vista

Os derradeiros peões isolados do governo «legítimo», vão gastando os últimos cartuchos...

Em Paris, na Embaixada ilegalmente ocupada, os squatters queriam continuar indefinidamente a passar vistos para um país imaginário, no qual Cadogo continuaria supostamente a reinar, graças a um software (em francês) fora do prazo de validade.

Em Bilbao, um gato pingado original e adâmico, de uma célula de saudosistas (da «velha senhora» ou «antigo regime»), no país basco, que se auto-proclama pomposamente «comunidade guineense em Espanha», anuncia que

«começou hoje a distribuir um abaixo assinado para exigir o regresso ao país de todos os exilados políticos, destacando, entre eles, o ex-primeiro Ministro Carlos Gomes Junior»

1) Os abaixo assinados não se distribuem. Recolhem-se assinaturas por baixo, numa folha.
2) O «ex»-Primeiro-Ministro (como muito bem se lhe referem, pelo menos numa coisa acertaram) não está impedido de regressar ao país
3) Nem sequer tem estatuto de «exilado político» no país que o acolheu
4) À excepção desse que «destacam» (e que não o é, pois não passa de um simples turista), poderiam dar algum outro exemplo de «exilado político»?

Tanta «petição» e «abaixo assinado» já aborrece. Esta gentalha não representa coisíssima nenhuma! Percebe-se bem demais onde querem chegar. Não estará na altura de desistirem? Se há um ano, ainda podiam dizer que tinham a comunidade internacional ao lado do vosso «campeão», hoje, que o Presidente discursa perante a Assembleia Geral da ONU, passa-se o contrário. Deveriam seguir o exemplo do embaixador guineense lá acreditado, renderem-se às evidências e deixarem de tentar contaminar e prejudicar o processo de reconciliação nacional, com azia de maus perdedores.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Quem te avisa...

Recebi um email de uma pessoa amiga, criticando-me por não ter propriamente «comemorado», com produção própria, mas apenas «comentado» as comemorações do 24 de Setembro. Além disso, o artigo de João Galvão Borges «galvanizou-me», com a sua matriz mental «dialéctica» (no bom sentido). in Quo Vadis, PAIGC

«Creio entretanto que Amílcar Cabral se sentiria bem mais homenageado e bem mais feliz (!) se soubesse implementados os Princípios que lhe eram caros: a honestidade, a competência, a seriedade, a lealdade e a abnegação dos seus compatriotas para que as suas tão queridas terras, Guiné-Bissau e Cabo-Verde, alcancem a verdadeira Liberdade, a verdadeira Paz e finalmente os almejados Progresso e Felicidade dos seus respectivos Povos. E aqui creio que não pairam dúvidas!»

Apraz-me igualmente citar o humilde e construtivo apelo à crítica, com a qual me identifico plenamente e que corresponde ao «protocolo» que tenho defendido quanto aos comentários no meu blog:

«De igual modo aproveito para afirmar que me sentirei, em todas e quaisquer circunstâncias, beneficiado com qualquer opinião contrária ainda que seja firmemente discordante, desde que sustentada por válidos e credíveis argumentos. Porém, sempre vou dizendo que por mais válidos e credíveis que sejam os argumentos, as vozes discordantes terão de saber respeitar a ética e deverão dar provas de transparente decoro.»

O João Galvão Borges, decidindo-se a fazer um blog e a empenhar-se com a sua análise na actual conjuntura, viria decerto trazer uma nova e original visão, um imenso valor acrescentado em termos de reflexividade, contribuindo assim para aumentar as probabilidades de um desenlace feliz para o projecto de estruturação em curso.

Mas entrando no assunto propriamente dito: o autor deste artigo, no curso da sua brilhante análise das desequilibradas relações entre a Guiné-Bissau e Cabo Verde, cita, como precedente para a deposição de Luís Cabral, um

«relatório apresentado nessa ocasião pelo então Secretário Geral do PAIGC Aristides Pereira, tomava a forma de uma peremptória e verdadeira condenação a todas as formas de desvios à linha de A. Cabral. E a resolução final alertava os militantes e quadros do Partido contra todos os desvios ideológicos e particularmente contra os que resultavam da passividade e da falta de rigor ideológico tais como a irresponsabilidade, a tolerância aos erros, a negligência no trabalho, o pragmatismo excessivo que não tome em conta os elementos políticos do problema a solucionar, a atitude tecnocrata e a burocracia erigida em forma de governação, a improvisação como método de trabalho, a tendência a se esquivar às orientações e ao controlo do Partido, o favoritismo (amiguismo), o nepotismo, a ostentação e a ambição pessoal.»

Este fragmento lembrou-me algumas das «mise en garde» de Cabral, que, premonitoriamente, já tinha avisado para esses perigos. Fui portanto à procura delas. Embora um pouco atrasado, aqui fica portanto o meu contributo para a reflexão, sobre esta data.

Nas palavras de ordem e directivas do Partido encontrei: «Devemos combater o oportunismo, a tolerância diante dos erros, as desculpas sem fundamento, as amizades e a camaradagem com base em interesses pessoais».

No panfleto «História da Guiné-Bissau e Ilhas de Cabo Verde», maioritariamente escrito e revisto por Cabral, pouco antes de morrer:

«O homem está em condições de produzir em alguns minutos e com pouco esforço o que outrora exigia o trabalho de milhares durante meses (...) Sob a dominação imperialista, o desenvolvimento da produção, conseguido graças ao progresso da ciência e da técnica, tem por objectivo assegurar os mais altos lucros, ao mesmo tempo que se conservam ao mais baixo nível possível os salários, o poder de compra dos trabalhadores. O sistema económico vê-se assim encerrado numa contradição insolúvel. Enquanto milhões morrem de fome, destroem-se em massa produtos alimentares, não porque as massas não tenham necessidade deles, mas porque não têm com que pagá-los. (...)
Nos países onde se adquiriu a independência política, mas em que esta foi confiscada em proveito de minorias exploradoras locais, estas, para consolidarem e manterem os seus privilégios, não demoraram a entender-se com o imperialismo e a manter ou restabelecer a sua dominação: é o que se chama neo-colonialismo. A libertação nacional não poderá significar a transferência de poder dos colonos para uma minoria exploradora nacional, cujo papel não pode ser outro senão o de lacaio do imperialismo.»

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Comemorações do 24 de Setembro

Pareceu-me altamente relevante o artigo de João Galvão Borges publicado (e comentado) pelo Didinho, nesta importante data.

Gostaria de realçar este excerto em particular:

«Quando se preconiza como solução à já citada crise, a intervenção de uma força estrangeira a coberto de uma ou de diferentes siglas como: Nações Unidas (ONU), OUA, CEDEAO, CPLP ou outra, sinto-me na quase obrigação de manifestar a minha firme oposição ao recurso dessa força estrangeira como pretensa solução para a crise existente. Não dispondo de uma "bola de cristal" para prever as consequências dessa preconizada intervenção, penso entretanto que ela seria mais um problema do que propriamente a solução.

Guardam-se registos da firme reacção do Povo Guineense à ocupação estrangeira. Do conhecido "Desastre de Bolol" em 1879 em Djarfungo no norte do país, em que os felupes infligiram o que se considera a mais pesada derrota sofrida pelo ocupante português, passando pela luta armada de libertação nacional e chegando-se à recente e veemente resposta dada aos estrangeiros (desta vez africanos) no igualmente recente conflito de 7 de Junho de 1998. Estes exemplos muito significativos, não podem ser negligenciados no equacionamento do problema e convidam, seguramente, a uma séria reflexão antes da tomada de posição sobre a possível intervenção de uma força estrangeira como solução do problema.»

Prenda de aniversário

Incrível! Os Estados Unidos dão os parabéns à Guiné-Bissau e oferecem-se para ajudar!

Alvíssaras para os irmãos intelectuais balantas na diáspora.

ligação à direita >

De manhã, na ANP

O CEMFA cumprindo com tranquilidade o seu papel institucional no protocolo das comemorações dos quarenta anos da Independência, presidido por Sua Excelência o Presidente da República, contradizendo assim certos rumores...

Para a página da Presidência, ligação «fresca» à direita >

PS Felicidades a Sua Excelência o Presidente da República, para o seu discurso perante a Assembleia Geral das Nações Unidas. Possa Vossa inteligência agenciar um discurso inspirado, decididamente virado para o futuro, que marque o início de uma profunda mudança em prol da dignidade e identidade nacional perante o mundo, a alicerçar com sentido patriótico, numa nova cultura e mentalidade política, feita de responsabilidade e transparência.