domingo, 6 de outubro de 2013

Coca (ou) Cola ?


Gastar milhões de dólares ao orçamento, para inventar, de todas as peças, uma cabala triangular intercontinental, com «espiões» caros à mistura, raptar um CEM num país estrangeiro (cinquenta polícias e um avião à espera), não configuram propriamente «serviços essenciais»: os funcionários da DEA deveriam ser mandados para casa, sem vencimento, até Obama saber ao certo se vai ter dinheiro para lhes pagar.

Isto tudo, porque, face à paranóia norte-americana, um relatório de um general colombiano, comentando a apreensão às FARC de um míssil Strella, afirmava que este estava completamente inoperacional e não constituía qualquer perigo, quer para o exército colombiano, quer norte-americano. Herbert, numa colaboração com um semanário angolano, insiste numa versão persecutória por parte dos Estados Unidos da América.

A ser verdade a história da escolta, seria indigno para os Estados Unidos, sendo motivo para apoiar a retirada da sede das Nações Unidas de território americano. Bem como de uma chamada ao palácio presidencial do embaixador que, em Dakar (mas ainda não há muito tempo esteve em Bissau por causa dos Direitos Humanos) se atribui o âmbito geográfico «Senegal e Guiné-Bissau», para lhe manifestar a sua indignação.

País que é o maior consumidor de cocaína no mundo, cuja bebida nacional começa com «Coca», não se deve arrogar esses «direitos» de interferência forjados. Obasanjo e a Liga bem procuraram, mas não há drogados desses em Bissau. Abaixo a coca, que é uma droga estrangeira, prefira a droga nacional: masque cola. Info para espiões da DEA: a melhor droga pode comprar-se à saída, no aeroporto, uma noz por apenas 50FCFA.

Aliança transcontinental

Felicitações ao grande Comandante Xanana, pela postura humilde «Não viemos para ensinar nada; apenas para trocar experiências». Trata-se de um convívio, humana e politicamente enriquecedor. O grande Comandante da guerrilha sabe o que são decisões impopulares.

Como quando optou pela não violência, numa decisão pessoal, como Nelson Mandela, entregando-se ao inimigo, para o roer por dentro. O grande Comandante sabe como, às vezes, é preciso dar um passo atrás, para depois poder dar dois, em confiança, para a frente.

Timor-Leste está com um protagonismo internacional invejável, afirmando-se na cena mundial muito para além da sua pequena dimensão, no âmbito da Presidência do G7+, um organismo reunindo 18 países que aspiram a encontrar a fórmula para o desenvolvimento sustentável.

Tal como Timor-Leste fica feliz por poder apoiar o povo irmão da Guiné-Bissau, agora que começa a chegar algum dinheiro do petróleo (a Guiné é mais pequena que Timor), só tem a lucrar, com uma experiência piloto conduzida com sucesso, para servir de modelo.

É que, um investimento criteriosamente alocado, não só ajudaria a Guiné-Bissau, como, seguindo o exemplo Timorense, talvez viesse a permitir, mais cedo do que se julga, contribuir para um Fundo de Desenvolvimento Global, que por sua vez ajudasse outros países.

Porque vêem as Necessidades a aproximação Dili-Bissau de mau olho? Pela voz de Xanana, Timor apenas manifestou algum ressentimento de ter sido economicamente abandonado por Portugal, no processo de reconstrução, resumindo-se o apoio a alguma cultura «chocha».

Não há qualquer consistência nas «arquitecturas» de Lisboa, que parece ter abandonado qualquer política própria e andar a reboque de Angola. Qualquer vaga ideia «lírica» de um Portugal universalista e construtivo, desapareceu, num lamentável desfile de medíocres.

A actual dinâmica não deve ser perdida, talvez o grande Comandante pudesse, via Lisboa, seguir para o Brasil, para tentar convencer o novo Ministro dos Negócios Estrangeiros do interesse, para o seu país, em aderir a uma nova visão da CPLP, sem preconceitos.

No mesmo sentido, uma visita ecuménica de Dom Ximenes Belo, completaria o quadro deste estreito relacionamento, que se espera possa vir a dar belos frutos e a beneficiar não só os dois povos, como indirectamente os povos oprimidos de Portugal e de Angola.

PS Julgo que o povo guineense, deveria poder manifestar a sua gratidão pelo empenho do grande Comandante Xanana, pelo que talvez fosse de abrir uma excepção ao regime de proibição de manifestações públicas, permitindo a expressão do afecto (e vontade) popular.

Rispito

Apenas para felicitar e comentar o Samba Bari, no Ponto di Mira desta semana.

Não resisto a citá-lo:

«Mesmo quem vive com mais péssimo estado de analfabetismo e falta de cultura geral, sabe que semear a boa semente, com ou sem suor e sacrifício, ainda que seja pela humidade das lágrimas, a certeza é de que um dia verá nascer as plantas. E das plantas que nascer requeiram um tratamento cuidadoso, um acompanhamento continuo, para servir a todos. O importante é o espírito, a vontade, o esforço e a dedicação...»

Em termos de governantes, ficaríamos melhor servidos com o Samba Bari, do que com qualquer elemento indicado por qualquer partido. Estou a falar também do Samuel, do No Djemberém. Pessoas que já deram provas do seu patriotismo e desinteresse. Refiro-me também ao Didinho, ao Filomeno Pina, que têm orientado os guineenses, nestes tempos conturbados, com as suas opiniões e tomadas de posição.

«É sabido que tudo o que não tem cabeça não anda mas é pior quando existem varias cabeças em que cada um puxa para o seu lado. (...) Não falo só deste governo como também o governo e o regime democrático que vier a ser instaurado depois das próximas eleições gerais. Se não reunir um consenso e a boa vontade de todos, nada impede a situação arrastar com continuidades de sacrifício e de sofrimento para todos.»

E por fim, um pouco mais à frente, num genuíno apelo à responsabilidade colectiva das gerações:

«Se não encararmos com seriedade e persistência as possibilidades da vida, para aquilo que podemos transformar em bem-estar, felicidade e realização também não vamos escapar à responsabilidade de sermos cúmplices de toda a má vivência projectada para as futuras gerações.»

Advogado do Diabo

Trata-se de uma figura do Direito canónico da Igreja católica: na instrução de um processo de santidade, julga-se que o «Diabo» também deve ter a sua palavra, a bem da verdade; este deve contrariar o processo no que puder, evidenciando algum defeito ou vício do candidato, ou o não cumprimento de todas as regras de canonização exigidas.

Numa observação perspicaz e simpática (reconhecendo o meu empenho e minúcia), o Marcelo Marques afirmou, em comentário, que «procuro constantemente tudo o que de mais ínfimo possa legitimar» a actual situação. Ao ver a verdade sistematicamente deturpada, cabalas em catadupa, manipulação mental, tentativas ficcionais de exorcizar a realidade...

Ter-me-ia sido muito mais fácil e simples (para toda a gente, até actuais «golpistas») ter aderido à «unanimidade» do discurso «anti-golpista», cujo campo muitos queriam fazer parecer estar reduzido a «meia dúzia de militares analfabetos»; mas não gosto que pensem por mim... tal como me parece ter sido a postura da imensa maioria dos guineenses: esperar.

Engraçado é que, discretos, os guineenses nunca aderiram publicamente, na diáspora (onde o podiam fazer) a quaisquer iniciativas de apoio ao Governo deposto (em massa, como pretendiam e quiseram fazer crer), como aliás foi sendo documentado neste blog. Depois, tiveram de reconhecer a figura de «intelectuais golpistas»...

Depois vieram os artistas «golpistas»... Brevemente, quando o povo se pronunciar, teremos um «povo golpista». Continua o discurso diabolizador do contra-golpe, passado mais de um ano e meio. A caricatura do Kafumbero funciona em pleno: em vez de reconciliação, temos um mero diálogo de surdos. Este não é um contexto favorável para eleições.

Os autodenominados «anti-golpistas» reduziram-se a uma irredutibilidade que prejudica claramente os objectivos primeiros de estabilidade da nação; coagindo os militares a uma fuga para a frente. É o tudo ou nada, com a desestabilização da Guiné como pano de fundo. Resta aos responsáveis militares por toda esta situação tentarem redimir-se.

sábado, 5 de outubro de 2013

Xanana critica CPLP

O grande comandante Xanana criticou a CPLP, defendendo que esta deverá ter um papel sobretudo económico e não político, como no caso da Guiné-Bissau.

Timor-Leste está a desempenhar um papel digno de louvor, ao seu mais alto nível, dando o exemplo de uma abordagem pragmática e construtiva em prol da paz.

Quanto aos modelos de desenvolvimento a adoptar, a Guiné-Bissau está num estado mais difícil do que Timor quando foi elevado a Estado: Timor começava do zero.

 A Guiné-Bissau não começa do zero; tem um enorme «passivo», resultado de quatro décadas de independência abusada. A democracia deverá ser reconstituinte.

Ou seja: deverá transcender o actual enquadramento político-partidário; ser elaborado um novo quadro constitucional, depois de um período de transição consistente.

A transição deverá basear-se na estabilidade político-militar, que só poderá ser obtida com a adesão dos militares a um pacto de regime, o qual terá de dar garantias de governabilidade.

Esse desafio de governabilidade só pode consistir num governo de gente empenhada, tecnicamente competente e não envolvida no actual sistema político.

Novo conceito de responsabilidade, associado à transparência de actuação, consubstanciados num mandato «mínimo», a cumprir num prazo estipulado.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Retórica anti-golpista

Os defensores de Cadogo, têm vindo a utilizar o termo «golpista», como sinónimo de «diabólico», resumindo irremissivelmente todos os males e estigmas, com que se pode acusar e condenar definitivamente alguém. Sente-se a força da grande autoridade moral de quem o afirma.

Pouco interessa que se apresentem ou não argumentos, basta que se acuse alguém de «golpista» e parece que se faz um silêncio, e que ficam à espera que toda a gente apedreje os visados... O desespero faz com que nem os maiores artistas guineenses sejam poupados.

Desde já um pedido ao Justino Delgado: uma vez que não consegui encontrar referência ao concerto anunciado pelo Aliu Baldé no Ditadura do Consenso, solicito o envio do cartaz, para ficar a saber se consigo encontrar disponibilidade para ir, e publicar aqui.

Controlo remoto

Ver para crer, como São Tomé: Cadogo na Guiné? Ou Congresso Extraordinário em Lisboa? PAIGC telecomandado do exílio...




Ninguém escreve ao Primeiro! Tempo cambia!

PS É muita ingratidão: Cadogo agradece ao destino e a Deus a sua libertação, mas não aos libertadores!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Liberdade de imprensa

Não faz sentido colocar obstáculos à liberdade de imprensa, quando os jornalistas não fazem mais que o seu trabalho, informar.


Depois do caso Rádio Bombolom, que «rendeu» ao país imensa publicidade negativa perante o exterior, para quê recomeçar o filme? 

Na boca ficadu... ka ta entra mosca. Se o General fala, é notícia. Para o bem e para o mal. O crioulo é uma língua sobretudo oral, com um ritmo e teatralidade próprios, muito propenso à metáfora; os verdadeiros conteúdos emocionais, passados para escrito, ou traduzidos, para ouvidos «brancos» não iniciados, podem induzir em erro. Como a história da «catana»: julgo que a maior parte dos comentadores comete o mesmo erro que cometeu em tempos Zamora, subestimando o General Injai; porque razão não haveria o General de ser capaz de ironia? Estava mais perto da verdade Ramos Horta, quando disse que não valia a pena os seus guarda-costas andarem com as «fuscas» por Bissau, porque se o General fosse atrás dele, seria com «bazucas».

Transcrevo a mensagem que recebi de Braima Darame, a quem dou desde já os parabéns pelo profissionalismo:

«Boa Noite, amigo

A Rádio Jovem foi intimidada esta noite por um grupo de indivíduos não identificados que ordenou não emitir mais a notícia do chefe das forças armadas, alegando que era uma reunião sem direito a gravação para os jornalistas convidados. Em fim, estamos tranquilos, pois fomos formalmente convidados para cobrir a reunião que decorreu hoje no clube das forças armadas esta manhã. Passamos o som com áudio, é crime? Foi aquilo que dizem que transmitimos na primeira pessoa. Por ser um acto de censura, não emitimos o jornal das 22h e se não for resolvido em breve não vamos emitir os próximos noticiários na Rádio Jovem. Por hoje, vamos ter que fechar as portas devido as chamadas anónimas e a falta de segurança para o turno nocturno da rádio.»

PS Quanto às declarações propriamente ditas, não vejo nelas nada de propriamente reprovável ou censurável: o General manifestou insatisfação (sentimento decerto partilhado pela imensa maioria dos guineenses) com a fórmula de transição escolhida, assumindo ter-se tratado de um desperdício de tempo; considero mesmo bastante oportunas, a preocupação e a motivação que deram origem a estas declarações... 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

USA => Off

É o shut down. O apagão. O estouro.

Obama é um flop. Ver o artigo que já aqui tinha escrito há uns meses, o fim de Obama. Quis lançar uma guerra para tapar os olhos aos americanos. Não conseguiu. Agora, que emerge o desastre financeiro em que se encontra a América, tenta fazer da oposição o bode expiatório para os seus falhanços e crenças despesistas (demasiado optimistas). Como pode acusar os republicanos de fazerem chantagem (ver DN), quem não tem feito outra coisa, desde que lançou o «seu» sistema de saúde (a contra-ciclo, em plena crise)?

E isto é apenas a face visível do iceberg.

1 Outubro 2013 => 1€ = $1,35

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Cadáver (adiado) & enjoado

Rui Machete fez-se fotografar com Ban Ki-Moon com os cantos da boca virados para baixo, ao contrário do seu anfitrião. Explicou aquilo «que seu país tem feito para ajudar a resolver o impasse político na nação africana de língua portuguesa», a Guiné-Bissau.

Hipócrita!

domingo, 29 de setembro de 2013

Petição

Concordando com as premissas do Movimento de Salvação Nacional (mas não com as ilacções), submeto uma alternativa (num plágio descarado, que não deixa de ser um elogio), titulada com nomes (isto é um puro modelo, cada um poderá alterá-lo, se assim o entender), ao jeito dos desafios no PN. O email da página da presidência, para poder enviar a sua petição a título pessoal, ao cuidado de Lamine Djatá:

rgbpresidencia@gmail.com

Excelentíssimo Senhor Presidente da República da Guiné-Bissau,

Sua Excelência Serifo Nhamadjo,

Como cidadã(o) guineense, referindo-me à alínea 1) do artigo 62° da Constituição, venho por este meio requerer junto à Magna instância que V. Exa representa, a realização de um referendo oferecendo ao povo da Guiné-Bissau a possibilidade de optar entre um Governo de Salvação Nacional e a realização de eleições (com a inevitável confusão inerente).

Consciente de que é provavelmente a primeira vez na história do direito internacional que os cidadãos de um estado formulam um tal pedido, permita-me indicar as razões que me levaram a optar pelo presente requerimento, que considero ser o último recurso para salvar o nosso povo e consolidar a soberania reconquistada. Com a derrota do colonialismo português nas matas da Guiné-Bissau, nasce a esperança de uma nova vida para o Povo Guineense: educação, saúde, trabalho para todos, num Estado independente. A dignidade ameaçada com a colonização portuguesa seria assim readquirida.

Mas a esperança de uma vida nova, não passou disso mesmo: uma esperança. Os ideais de Amílcar Cabral e dos combatentes que deram a vida por uma Guiné-Bissau independente foram traídos. Traídos pelo partido único (PAIGC) que governou a Guiné-Bissau depois da independência até às primeiras eleições multipartidárias em 1994. Traídos pela classe politica guineense que tem vindo a servir-se sistematicamente do aparelho de estado para se enriquecer, em vez de servir o Povo Guineense.

A história recente da Guiné-Bissau pode resumir-se assim: eleições seguidas de golpe estado; golpe de estado seguido de eleições. Quarenta anos depois da independência, a Guiné-Bissau, de acordo com o relatório de desenvolvimento humano 2013 das Nações Unidas, encontra-se no 176° lugar do conjunto de 186 países. Todos os indicadores de desenvolvimento analisados são negativos. Na Guiné-Bissau, a esperança de vida à nascença é de menos de 49 anos.

O que se esconde atrás destes dados, são tragédias pessoais, enorme desperdício de capital humano!

Queiram então compreender e aceitar, caros candidatos às eleições Presidenciais

Desta vez NÃO têm a confiança do Povo Guineense.
Desta vez NÃO acreditamos em nenhuma das vossas promessas.
Desta vez NÃO acreditamos em nenhum dos senhores.

Desta vez:

NÃO acreditamos no sr Carlos Gomes Jr. (Cadogo) ,
NÃO acreditamos no sr. Paulo Gomes.
NÃO acreditamos no sr. Helder Vaz.
NÃO acreditamos no sr. Tcherno Djalo.
NÃO acreditamos no sr. Kumba Yala.
NÃO acreditamos em nenhum candidato(a) que ainda não se declarou.
Não temos mais nenhuma esperança nem nenhuma confiança na “classe politica Guineense”.
Nós, Povo Guineense, depois de décadas de traição, mentiras, corrupção, incompetência, abuso de poder, violência, humilhação, a ÚNICA solução em que acreditamos hoje é

a criação de um Governo de Salvação Nacional

nesse sentido, seguindo o exemplo de Paulo Portas em Portugal (cujo cargo de Vice Primeiro-Ministro foi criado «por medida»), quero subscrever a proposta para um Governo de Salvação Nacional, com mandato para três anos, prorrogáveis por igual período, graças ao mesmo instrumento democrático, um referendo.

Advoga-se a criação de cargos de «Vice» completamente independentes, cujo papel será de contrabalançar o «déficit» de legitimidade dos titulares, garantindo uma transição e um término do mandato tranquilo, trabalhando em conjunto na criação de um clima de confiança gerador da necessária estabilidade política e credibilidade internacional.

Vice-Presidente - Kaft Kosta
Vice-CEMFA - Daba Na Walna

Primeiro Ministro de Salvação - Fernando Casimiro
Vice-Primeiro Ministro de Salvação - Filomeno Pina

Podemos então aproveitar esta oportunidade para convidar todos os candidatos que estão verdadeiramente interessados – e acreditamos que todos estão – no bem estar do nosso Povo e no futuro da nossa terra, a enviarem por email uma mensagem a Sua Excelência o Presidente da República.

Os candidatos que querem mesmo servir o nosso povo, poderão sempre fazê-lo. Para tal bastará apenas provar ao Primeiro-Ministro do Governo de Salvação, pessoa imparcial, que têm o mérito moral, intelectual e técnico, para servir o povo Guineense. Uma selecção da(o)s melhores filha(o)s da Guiné será feita com base na competência e no mérito.

Se tem a motivação e as capacidades necessárias, envie o seu CV para o site Didinho.org que escolherá os melhores para servir o Povo Guineense e garantirá também a formação de um governo de Salvação Nacional competente e honesto para a Guiné-Bissau. É evidente que as próximas eleições não devem ser realizadas. Os que sabem quanto é 2+2, sabem também que não existem condições objectivas para realizar eleições na Guiné-Bissau em 2013, nem em 2014…

Se os senhores querem mesmo o bem do nosso Povo e não servir a vossa ambição pessoal e obedecer à «comunidade internacional», participando num processo eleitoral inútil, desperdiçando meios financeiros que poderiam ser utilizados para comprar remédios e pagar salários em atraso, mostrariam uma grande inteligência e amor ao nosso povo subscrevendo esta petição que solicita um referendo a um Governo de Salvação Nacional.

PS Acrescento que não falei com nenhum dos «propostos», é de minha única responsabilidade esta proposta de Governo de Salvação Nacional.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

40 anos depois, GB de novo na ONU

Sua Excelência o Presidente da República da Guiné-Bissau, fez ontem, perante a 68ª Assembleia Geral das Nações Unidas, reunida em Nova Iorque, um interessante discurso, que em muito dignificou o país.

Começou por esclarecer as circunstâncias (e as motivações) que lhe conferiram legitimidade para aceitar o cargo que actualmente desempenha, referindo a consciência da irrevogabilidade do facto consumado pelo contra-golpe (não podendo portanto ser considerado «golpista» como querem alguns) e o processo de legitimação da transição com base no órgão legítimo nunca dissolvido, a ANP, à qual se constituiu deputado por vários mandatos, sendo seu Vice-Presidente à data dos factos. Não encarou pois o cargo como um benefício mas como um sacrifício pessoal.

Depois, referiu-se à ignóbil campanha de «terra queimada», do «quanto pior, melhor», promovida entretanto pela «outra parte» (cujo último acto teve por triste e infantil protagonista Rui Machete, apenas para lhe dar previamente razão), no sentido de tentar minar e desacreditar os esforços de reconciliação, promovidos de boa fé.

Em termos estruturais, referiu-se, como principal factor de bloqueio no caminho do desenvolvimento, à «pescadinha de rabo na boca», ao ciclo vicioso da pobreza com a instabilidade, no qual a pobreza gera instabilidade, que por sua vez engendra mais pobreza. Está na altura para colocar um fim a este ciclo!