terça-feira, 17 de setembro de 2013

Umaru entrevista Daba

Daba na Walna concedeu ao GBissau.com uma entrevista exclusiva, que pode ser ouvida na GumbeRadio. Será uma entrevista política? Não, apenas legítima defesa, pois as Forças Armadas foram acusadas de instrumento de «tirania e delinquência».

Tudo está desorganizado na Guiné-Bissau. Estranho é que queiram fazer das Forças Armadas, último reduto da soberania, o bode expiatório para todos os males do país.

Os políticos não têm qualquer visão política (para além do seu interesse pessoal). Quando os políticos andam a brincar, «os militares acabam por assumir o poder.»

«Infelizmente (ou felizmente [para alguns]) não é [ainda] o caso na Guiné-Bissau.»

Mas «o sistema está mal! e deve ser reconstruído.»

Talvez esteja na altura de acabar com a DELINQUÊNCIA dos políticos no passado; e já que querem imputar às Forças Armadas a fama de TIRANIA, retire-se-lhe o proveito, em benefício do futuro da Guiné-Bissau (se o dão por facto consumado, esgotam o potencial de condenação e não poderão mais condenar, quando e se de facto estas ditarem uma nova ordem).

CPLP dividida

Manteve-se a dúvida, até à última hora, quanto à presença da delegação da Guiné-Bissau no encontro de Chefes de Polícias da CPLP. Face aos incansáveis esforços de Timor-Leste, na pessoa de Longuinhos Monteiro, contando com a simpatia do Brasil e de São Tomé, país anfitrião, a diplomacia portuguesa, numa cobarde atitude persecutória, para evitar assumir frontalmente a sua posição, optou por recusar a emissão de vistos à delegação guineense, para uma simples escala em Lisboa. Acrescente-se que nenhum dos elementos dessa delegação consta de qualquer lista de interdição publicada ou subscrita por Portugal.

«Embaixada» de Portugal em Bissau? Não tinha sido despromovida a simples representação de negócios? Perante esta pouca vergonha, talvez o senhor Presidente da República deva convidar, agora que já dispõe de instalações condignas para o receber, o «Embaixador», representante de negócios, ou seja lá o que for, para lhe dar um valente puxão de orelhas: ficaria assim acreditado. Pelos vistos, Rui Marionete e a política externa de Portugal, continuam estáticos e agrilhoados às inqualificáveis instruções de um Paulo Portas ressabiado.

Ver notícia

Terão os responsáveis portugueses a noção da gravidade da situação e dos altos custos políticos da sua birra gratuita? De estarem a contribuir para a dissolução da CPLP?

domingo, 15 de setembro de 2013

Nitro Alves

José Eduardo dos Santos, que insiste na sua raivosa campanha contra meia dúzia de adolescentes (em crescimento), acabou de receber um sério aviso. De uma mãe.


Depois do folhetim Luaty Beirão e Emiliano Katumbela, as autoridades inauguram agora uma nova frente de luta. A idade da acusação política vai baixando.

Dos 22 de Katumbela para os 17 anos de Nito Alves. O regime está a atingir um nível preocupante de paranóia. Luaty, Emiliano, Nito Alvos a abater? A Nitro é explosiva...

E com as mães não se brinca: o aviso, «se algo de mal acontecer ao meu filho, torno-me revolucionária» tem toda a legitimidade. A paciência tem limites.

Adjarama, irmão Doka.

Orgulho de ser guineense!

Bravo! ao Tomé Delgado Pinto pelo magnífico e oportuno artigo de opinião.


Efectivamente, esse velho fantasma tribal da «balantização» (lembrar um artigo de Didinho de 2004 ou um outro que publiquei aqui há cerca de um ano) volta hoje não só a servir os propósitos desestabilizadores da nacionalidade e verdadeira identidade guineense, como é agitado perante a comunidade internacional (chega-se a usar o terrível sinónimo de rwandização) numa (vã) tentativa para impor uma presença militar estrangeira «contra» as Forças Armadas, garantes da soberania nacional.

Obrigado, irmãos balantas na diáspora.

Nuno Rogeiro entrevista Cadogo

Cadogo continua a revelar a sua confusão identitária e inconsistência temporal:

Fala sempre no plural, como Júlio César, utilizando o «nós», mesmo nos assuntos mais desadequados, como a luta de libertação (não fazendo parte desse «nós», deveria usar o «vós»).

Acerca das acusações da DEA a António Injai, disse que está à espera que os americanos entreguem as provas ao «governo» (entenda-se o seu, claro, o legítimo, embora seja candidato presidencial).

Mal conseguindo disfarçar o gozo, Nuno Rogeiro desejou-lhe, para terminar, boa viagem de retorno a Bissau e longa vida...

sábado, 14 de setembro de 2013

Outro PP!

O ex-Comandante Pedro Pires sente-se indesejado na Guiné?

Ainda há pouco tempo vinha com falinhas mansas, oferecendo-se para «mediador». Esta semana, com uma entrevista ao Expresso, opta por um dos lados de um conflito que se propunha mediar? Poderá aferir-se, por esta atitude, a sua boa fé (e imparcialidade para árbitro).

Que é feito do pote de mel? Não se caçam moscas com vinagre. O lobo despiu a pele de cordeiro? Que pretende com esta entrevista? Atirar mais achas para a fogueira? Como lembrou o Didinho, quantos mais entraves colocarem à normalização da situação, mais tempo durará a transição.

Ah, e está a estragar o trabalho tranquilizador da Associação de Amizade entre os dois povos.

PIRE-Se.

Já o jornalista que assina a entrevista, José Pedro Castanheira, enxerta também, no final da entrevista, a sua opinião e preconceito: em que é que se baseia para afirmar que «Os EUA estão mesmo decididos a capturar o atual Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, general António Injai»? Entrevistou o Obama? Ou foi o ex-Comandante que lhe segredou?

E, já agora, confundiu 7 de Junho de 1998 com «Maio de 1999»; e Ansumane Mané não só «tentou depor o Presidente da República, Nino Vieira», como o depôs mesmo... Ele é que depois voltou (mesmo a pedi-las). Enfim, não há nada mais irritante que candidatos a jornalistas a quererem parecer entendidos, debitando postas de pescada, sem fazerem o trabalho de casa como deve ser.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Esperança poética

Já ontem, ao ler o Dautarin da Costa, tinha ficado fortemente emocionado.

Mas hoje, a leitura de dois artigos de Branca Clara das Neves, publicados pelo Didinho, fez rebentar os diques de contenção, e chorei de emoção.

Nestes momentos conturbados, os melhores filhos e filhas, amigos e amigas da Guiné-Bissau, elevam a nota de esperança!

Oportuna, a visão interna de uma máscara de tubarão, para assustar os candidatos à iniciação! Está-se a ver para quem é o «barrete»... do tubarão azul.

Canto Suspenso

Três vezes atrás

Adjarama pela poesia, 3 x Branca, preto, preto, preto.

Parabéns ao Progresso Nacional!

Parabéns ao Progresso Nacional pelo meio milhão de visualizações! E também pela grande reportagem sobre os fosfatos de Farim. Farim quer dizer governador em guineense (lembrança toponímica de uma organização política de tempos pré-coloniais)… mas parece-me evidente que os fosfatos representam um caso típico de má governação em África.

No Ministério e Direcção Geral envolvidos, não têm conhecimento do caso? Muito estranho…. Então quem emitiu os documentos que o Progresso Nacional desencantou? Serão falsificações? Onde param os vinte milhões de euros que a empresa afirma ter gasto em 2009? Terão alguma coisa a ver com o carácter draconiano e predatório da concessão?

Não se consegue discernir quais as vantagens para o país de um projecto associado a custos (e riscos) ambientais elevados, sem quaisquer contrapartidas para o Estado. Tal como com a bauxite de Boé, parece que as empresas promotoras não estavam a negociar com a Guiné-Bissau, como Estado, mas tão só com Cadogo, a título pessoal, o «proprietário».

Por isso o preço das acções da GB Minerals está tão deprimido, reflectindo as probabilidades, antecipadas pelos accionistas, de Cadogo voltar ao poder (um décimo do valor nominal!). Consideram pois que a «aposta» (de manutenção no poder do seu «campeão») está perdida, tal como, aliás, a «entrada» ou «sinal» que deram para o negócio…

De certa forma, é «bem feito». Está na altura de os candidatos à exploração dos recursos do continente começarem a respeitar os africanos, como povo (e a mãe terra que pisam): devem respeitar as instituições (por frágeis que sejam) e regras claras de transparência (como nos seus países), deixando de especular com a corrupção dos seus líderes.

Talvez essa, como defende o Progresso Nacional, seja a melhor forma de lidar com os elevados «riscos políticos», que são o seu maior calcanhar de Aquiles. Um negócio que se paga em dois anos de exploração? Sem contra-partidas (pelo menos, públicas) para o Estado receptor, dono do sub-solo? Tudo feito na maior discrição e quase em segredo?

Baseado em notícias recentes, publicadas pelos irmãos intelectuais balantas e pelo Samuel Vieira no Nô Djemberém, gostaria de apresentar dois casos de mineração do ouro na África ocidental (que tem um longo historial, tendo feito a riqueza dos impérios que por aqui gravitaram): um bom e um mau exemplo, dos quais se podem retirar valiosos ensinamentos.

Primeiro, o mau exemplo: o encerramento compulsivo de uma mina no Ghana, de capitais chineses, depois da ocorrência de uma catástrofe ambiental. A apetência pelo lucro fácil e a ganância, desrespeitando normas básicas de segurança e descartando preocupações ambientais, não são sustentáveis a longo prazo, pela sua inevitável falibilidade.

O bom exemplo vem do Senegal, onde uma importante fatia da actual receita fiscal do Estado provém da exploração desse mineral por uma empresa canadiana, a qual, para além disso, faz questão de invocar responsabilidade ambiental e social, promovendo projectos de desenvolvimento em várias áreas, desde a educação, saúde, agricultura, economia.


Este caso deve constituir-se como um aviso sério ao capital especulativo candidato à exploração dos recursos africanos: só têm a ganhar em abandonar preconceitos «selvagens» ferozmente neo-colonialistas; em fazer as populações beneficiar de uma (pequena) parte do imenso valor que pode ser sustentavelmente criado num clima de confiança mútua.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Clarificação de Fernando Vaz

Fernando Vaz defendeu que a ante-proposta de Amnistia seguiu por caminhos errados, ao centrar-se na figura dos autores do (contra)golpe; o esclarecimento, se tardio, é bastante feliz, pois o que está em causa é a amnistia do próprio golpe, independentemente dos seus autores. Dada a composição do hemiciclo, seria improcedente defender um voto de louvor aos executantes, que aceitaram dar a cara, no desempenho dessa patriótica e inadiável missão, que se impunha.

O PRS prepara já uma revisão, para que nova proposta, reformulada, suba de novo ao hemiciclo. Uma vez que esse voto se destina simplesmente a confirmar anteriores compromissos, o PRS, claramente minoritário e ao sabor dos caprichos, jogos e intrigas dos deputados absentistas, poderia inverter o ónus: uma proposta de simples validação da Lei da Amnistia, que, não sendo chumbada, daria os anteriores compromissos por assumidos. Qual a vantagem? Acabavam-se as férias, haveria quórum, para os deputados da maioria deixarem de se refugiar hipocritamente uns atrás dos outros, à vez. É que assim os absentistas contariam a favor da proposta!

Quanto à Liga e aos blogs que têm defendido que se tratou de uma «grande vitória» do CHUMBO, não se percebe como é que, quem se diz democrata (não sou eu) defende tal sofisma, que de outra coisa não se trata. 40 deputados votaram a favor da amnistia, 25 contra.

Em democracia, 8 ganham a 5! Azar a soma dar 13.

Grito de Revolta

Sobre a questão da nacionalidade guineense, Dautarin da Costa, apresenta-nos uma magnífica reflexão, a de um jovem e cosmopolita guineense, a quem insultaram e ultrajaram no seu mais profundo sentido de pertença e de identidade. A não perder!

Obrigado Progresso Nacional! 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

ANP fora da lei

A ANP, ao não aprovar a Amnistia prevista no Pacto de Transição assinado com o Comando Militar, coloca-se fora da lei. A violação dos acordos assinados nessa própria Assembleia, cria um facto político desnecessário, é manifestamente infeliz e arrisca-se a tornar-se um grave factor de desestabilização da actual situação política, já de si periclitante.

Uma ANP fora do prazo de validade, opta pelo incumprimento dos compromissos assumidos, numa clara atitude de desafio, perante a figura do Comando Militar. Tratando-se de um plano bem estruturado para criar confusão e empurrar o país para a Ditadura Militar, não faria «melhor». Pretendem encostar à parede os militares, de quem receberam o poder?

Os deputados do PAIGC à ANP colocam-se deliberadamente numa situação ilegal e sem saída? Espicaçar o leão com a vara curta nunca foi prova de inteligência. O PAIGC continua a pretender arrestar a nação e criar instabilidade, apenas porque as coisas parecem não lhe correr de feição? Seria útil conhecer a posição dos vários candidatos à liderança sobre o assunto...

Equívoco ou provocação? De momento, não me ocorre outra solução legal e pacífica a não ser os militares aceitarem submeter-se a um julgamento rápido (se a Justiça civil não estiver pelos ajustes, remeta-se para o Tribunal Militar), no qual possam validar as suas razões. Ninguém pode ser julgado duas vezes pelo mesmo «crime». Depois de este tiro no pé, resta a dissolução!

Gomes Sénior

Felicitações a Paulo Gomes, guineense na diáspora, pela sua corajosa decisão, neste momento difícil, assumindo a dívida que tem para com a Nação, pela sua identidade e formação.

Agradeço ao seu staff o convite para a apresentação da candidatura, que publicaria de imediato se ainda não tivesse já sido (para evitar redundâncias na rede guineense).

Aceite os desejos de felicidades na missão que se impôs, de regresso ao País, para dar o seu contributo, valorizado pelo grande sucesso obtido na sua carreira profissional.