quinta-feira, 11 de julho de 2013

Simonovic na mira do Progresso Nacional

A Guiné-Bissau não é nem nunca será um narco-estado!

Tenso e crispado. Pagam-lhe para se armar em mau, coitado, e o senhor exerce acriticamente a sua profissão...

Errare humanum est

A não perder, um magnífico e oportuno contributo, pleno de positividade, publicado pelos Intelectuais Balantas na Diáspora, no qual Alberto Luís Quematcha defende coisas simples, mas verdadeiramente importantes. Tal como o primeiro passo para a cura de uma doença é o seu diagnóstico e reconhecimento pelo doente, também uma sociedade carece de aprender com os erros e para isso precisa de premiar aqueles que lhos apontam, não comprazer-se em desqualificá-los.

Que matchu!

PS 1) Neste contexto, queria fazer um público elogio ao Progresso Nacional, que, reconhecendo o erro de alimentar dissensões entre guineenses, desejaram as melhoras ao Doka.

PS 2) Em relação ao artigo, julgo que a opinião do Filomeno Pina, sobre o fenómeno de dissonância cognitiva apontado pelo Alberto Quematcha, se revestiria de grande interesse e autoridade.

Associated Press viral

Não tinha ainda passado uma hora da saída desta notícia, já estava espelhada em dezenas de sites, entre jornais, TVs, rádios, portais. Não admira que a etiqueta «narco» cole até se tornar num lugar comum, que até quem nem sequer sabe onde é a Guiné-Bissau papagueia acriticamente: repetem as coisas tantas vezes... Por isso concordo com a campanha do Progresso Nacional, que se decidiu igualmente a repetir para sempre (o contrário)...

Washington Post
ABC News
Fox News
NewEurope
News Daily
Miami Herald
Nashville TV
News Now
Mail.com
Missoulian.com
African Financial News
Hawaii News
KCBD
All Over News
NWI Times
My Fox
27 ABC
DUA Radio
San Francisco Chronicle
I4U News
NBC News
The Herald
Ritter
TruVista
ABC 6
WCHS TV
Herald Palladium
Kota TV
World News Portal
Kait 8
Hargray
Fremont Tribune
Wopular
British Business Finder
LOADeer
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Article World News
American Statesman

Ivan Simonovic, assistente do Secretário Geral das Nações Unidas, deveria ter mais cuidado com a língua; mas, sobretudo, articular as suas declarações com a experiência adquirida pelo seu colega Representante do mesmo SG para a Guiné-Bissau, que já lá está há mais tempo em contacto com a realidade local. Que falta de solidariedade institucional. Abusa dos lugares comuns recorrentes, diabolizando o país como narco-estado. Parece negativo condenar apenas.

Fiel a uma única dama, a da «justiça» para as mortes políticas (e depois de reconhecer que boa parte dos problemas do actual governo de transição têm a ver com o boicote a que o país foi submetido), quer fazer depender o futuro reconhecimento das eleições (como livres e justas), por parte da comunidade internacional, de «avanços» obtidos no campo judicial. É caso para perguntar o que é que o .. tem a ver com as calças... Chantagem? Ameaças gratuitas?

«It has been clearly stated that it is important for the international perception of the elections and whether they are free and fair,” Simonovic said. “And of course if they are not considered free and fair by the international community then that has some very practical consequences.»

Chega e no dia seguinte já está a debitar postas de pescada? Para informação, não é verdade que nada tenha sido feito no sentido de esclarecer as mortes com motivação política ocorridas durante o mandato do anterior governo: foram efectuadas diligências junto do principal suspeito da autoria moral desses crimes, que de momento se encontra a fazer turismo em Portugal, não tendo o dito cumprido a notificação convocando-o ao tribunal do país.

O senhor «assistente» do SG revelou não só falta de informação, falta de tacto e de diplomacia, mas também uma banalidade constrangedora, passível de colocar em causa o bom nome da organização (que parece assim falar a várias vozes e dissonantes), para além de ofender o simples bom senso.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Portas de saída

Portugal parece finalmente no bom caminho. Sob pressão na Comissão Parlamentar, viu-se o ex-Ministro, acossado, abrir portas a um virar de página, não só em relação à Guiné, mas também em relação à própria CPLP. Mais vale tarde do que nunca.

Avenida da Liberdade


Dissimulado i revogado

Há cinco dias o «novo» Ministro dos Negócios Estrangeiros seria Jorge Moreira da Silva; há dois já era Nuno Brito.

Paulo Portas foi hoje recebido na Presidência e na Assembleia da República como «Ministro dos Negócios Estrangeiros». Na Comissão da especialidade, Helena Pinto confrontou-o com as suas próprias palavras, no contexto daquele que parece um novo «tabu», em torno da sua demissão: «Mais cedo ou mais tarde, o senhor ministro vai ter que explicar ao país o que é irrevogável e o que é dissimulação. Essas palavras ficaram».

Para quando a remodelação que permita a tomada de posse promovendo Paulo Portas como Vice-Primeiro?

segunda-feira, 8 de julho de 2013

CPLP coxeia por Luanda

Mesmo após a marcação da data das eleições, na CPLP continua em vigor a suspensão (que começa a soar a exclusão) da Guiné-Bissau. Parece-me vergonhoso que os procuradores da organização, como profissionais que deveriam manter a sua independência face ao poder político, alinhem nesta farsa, em vez de tentarem reforçar o papel dos seus colegas guineenses na sociedade, que tanto necessita que alguém se importe com a administração da Justiça. Estarão a procurar no sítio errado? Em Luanda, procurar Justiça, não será como procurar uma agulha num palheiro? (depois queixam-se que aumente a tentação de reduzir tudo a cinzas para facilitar a pesquisa)

Está na altura de repensar seriamente a CPLP, em termos de identidade própria, de forma a evitar instrumentalizações políticas (a soldo de interesses suspeitos) como aquela que conduziu à suspensão da Guiné-Bissau. Se um país tem problemas, ostracizá-lo será a melhor opção? Abandonar o povo para «castigo» de uma situação? Que «valor acrescentado» real tem apresentado a organização para exorbitar assim das suas atribuições? Vêem com facilidade o cisco no olho do parceiro, mas não a trave que têm pela frente e lhes torna a vista curta.

sábado, 6 de julho de 2013

Didinho encontra-se com Ramos Horta

Graças a uma louvável iniciativa de Ramos Horta, de passagem por Lisboa, o Fernando Casimiro teve uma oportunidade histórica para transmitir o seu contributo ao processo em curso na Guiné-Bissau, que muitos, para além de um retorno a uma (nova?) ordem constitucional, esperam que se constitua também como uma viragem decidida em relação ao desenvolvimento, um despertar tantas vezes adiado.

O Doutor Ramos Horta está de parabéns e espero sinceramente que estenda o seu roteiro e o seu empenho pela Guiné-Bissau para além das eleições que se avizinham, pois, como muito bem disse, os problemas da Guiné-Bissau não se esgotam com esse acto. Com o afastamento de Paulo Portas abre-se uma oportunidade para uma reinvenção positiva da CPLP, projecto que procura um líder à altura...

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Força 1150

O Movimento do(a)s Cidadã(o)s Livres (MCL) publicou o seu Manifesto! Viva a verdadeira democracia e a participação directa. Abaixo as farsas.

A pressa em apresentar o orçamento para as eleições e em fazê-las depender de ajuda externa não dignificam a Guiné-Bissau.

Paulo Portas golpista

O ex-Ministro Paulo Portas, tentou dar um golpe de estado; no entanto, a sua incoerência e inconsistência traduziram-se em timings desapropriados e conduziram a uma percepção da sua atitude, por parte dos portugueses, como de uma certa infantilidade. Com estatuto de demissionário, ainda conseguiu criar um último embaraço ao Estado português: como bom lacaio dos americanos, interditou o espaço aéreo português à passagem do avião presidencial boliviano (numa atitude claramente ilegal e desnecessária pois se não podia sobrevoar o espaço francês, nunca cá chegaria), sob pretextos fúteis (falta de condições técnicas…) Até a presidente do Brasil, que passou por Portugal há pouco tempo, exigiu um pedido de desculpas (que o presidente francês se despachou a fazer).

O Primeiro-Ministro não pode ficar refém da imaturidade política de Portas traduzida numa chantagem pública desadequada e inoportuna (no princípio das férias? não poderia ter esperado pela «rentrée»?). Qualquer que seja o resultado da crise política artificial criada pelo gosto das passerelles e holofotes que alimenta o Presidente do PP PP, este não terá condições políticas nem legitimidade para continuar à frente das Necessidades, onde o seu sucessor poderá aproveitar o balanço para corrigir o tiro em relação à política externa, nomeadamente no que toca à Guiné-Bissau e à CPLP, que carece de uma total reinvenção, em termos identitários, para impedir que fique à mercê de políticos irresponsáveis como Paulo Portas. É a boa estrela de Portugal que está em causa.

domingo, 30 de junho de 2013

Rispito na terra de Goiaba com Banana

Parabéns ao Samba Bari por um ano de actividade do seu blog Rispito, agora coroado com uma visita à Guiné-Bissau, de onde esperamos que partilhe as suas impressões dessa terra de Gente Bonita, ultimamente tão aviltada.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Emiliano libertado!

Nelson Mandela, quando saiu da prisão, depois de mais de um quarto de século, disse apenas uma palavra «Poder!»


Bravo, Emiliano!

Como disse Luandino Viana, no primeiro comentário à notícia do Clube K, Catumbela poderia «ser mais um angolambe-botas de profissão (...) mas não, faz parte do pequeno grupo de angolanos que nos envergonha a nós, os angolanos calados»