quinta-feira, 5 de março de 2026

Abandono da NATO

O acto de abate do míssil iraniano, pretensamente defensivo por parte da OTAN, apesar de, sendo por natureza inócuo, afastar obviamente a invocação do artigo 5º,  parece representar um último aviso do Irão. Mas levanta algumas questões jurídicas de incontestável interesse geoestratégico (se é que este conceito ainda é aplicável, face ao crescimento exponencial das componentes irracionais - para evitar o psicóticas ou mesmo esquizofrénicas).


O Mali proibiu a AirFrance de sobrevoar o seu espaço aéreo (que tanto jeito lhe dava como corredor para África). Claro que são precisos meios para implementar o (D)direito, mas uma companhia civil não pode arriscar nem levar tal caso a uma seguradora. A OTAN vem reconhecer apenas que o espaço aéreo do Iraque (e de todos os países incapazes de rastrear e interceptar OVNE - objectos voadores não estratoesféricos) não é de ninguém. 

A mensagem é claramente dirigida a Ergodan, que não tem espaço para manobra, ficando com uma batata quente da qual terá muita dificuldade em se livrar, perante os turcos: neste contexto, ser encarado como aliado dos Estados Unidos. Qualquer tentativa de fuga para a frente está condenada à partida, pois o exército turco não está disposto a alinhar em aventuras além fronteiras. A própria Turquia torna-se assim em conturbado foco de dissolução.

A Portugal, antes que seja tarde demais e nos vejamos envolvidos em guerras alheias, resta o abandono imediato da NATO, bem como ouriçar Açores, Selvagens e Formigas (se não mesmo subcontratar a China para desenvolver novas Holandas), e começar a cobrar qualquer utilização geoestratégica pontual, já que há muito que não pagam renda fixa. A coordenação ibérica, nesta questão, teria ficado bem, mas talvez seja pedir demais...