segunda-feira, 7 de maio de 2012
Poilão de Brá II
A amarelo, o aeroporto. A vermelho, um quadrilátero mais ou menos regular com aproximadamente 200 por 200 metros.
Trapalhões & Cª no Conselho de Segurança
Depois de toda a trapalhada em que se meteram, talvez tenha chegado o momento do discurso apaziguador... É só puxarem as pontas, muita gente esclarecida, na CPLP, já constatou a simples realidade. Saúda-se a postura prudentemente mantida do outro lado do Atlântico; e agora, directamente de São Tomé e Príncipe:
http://www.telanon.info/suplemento/opiniao/2012/05/07/10334/cplp-e-as-trapalhadas-na-guine-bissau/
Para Paulo Portas, a demissão tornou-se inevitável. Terá de começar por responder às acusações de inépcia e irresponsabilidade perante uma Comissão Parlamentar.
Para José Eduardo dos Santos, é o fim da carreira. Embora pretendesse bater em longevidade Bongo & Kadafi, no livro dos recordes; 33 anos (Cristo não teve mais de vida) de poder já é, sem dúvida, uma marca invejável. Com o balde de água fria que levou por fora, vai arrefecer por dentro. Já não há terapia que lhe possa valer.
domingo, 6 de maio de 2012
Erro na escolha da localização
Reconheçam o novo Governo legítimo a constituir na Guiné-Bissau, saiam do Palácio, atravessem a avenida e vão aí mesmo em frente, ao novo Palácio do Governo de Brá (ocupado pelos «golpistas», não em ordem a uma qualquer «simbólica» do poder mas por uma questão de posição de tiro), peçam vistos de saída às autoridades competentes, cinco minutos depois estão a apanhar o avião para Lisboa.
Baratas tontas
Cabo Verde, Cabo Amarelo, Cabo Azul... num dia assina pela CEDEAO, para logo no outro assinar, em nome da CPLP, outro documento contradizendo-se: e os interesses da Guiné-Bissau? A postura não é supostamente independente? Ou vão a reboque do reboque?
Que rica figura a CPLP vai apresentar ao Conselho de Segurança: não fiquem muito irritados se se rirem na vossa cara... O que é que querem mesmo? A proliferação de pontos é pouco esclarecedora e bastante confusa: pelos vistos, contentam-se com sanções de mobilidade internacional aos golpistas, que aliás os próprios visados nomeados afirmam compreender. Ok, tudo bem.
Vantagem no marcador
A primeira opção parece de longe a mais razoável, pois não é coisa que lhe faça assim tanta falta (pelo menos tanta como faz na Guiné). Avançam-se algumas hipóteses para propostas que poderiam ser encaradas como boa vontade da sua parte. A elaboração de um pequeno orçamento permitir-lhe-á constatar que se trata de um género de solução bastante em conta.
1) Já que a ideia era requalificar e redignificar as Forças Armadas guineenses, oferecer um par de fardas novas a todo o militar guineense.
2) Ceder às Forças Armadas guineenses todo o material de guerra que se encontra no seu território (a alternativa da sua devolução para ferro velho apresentaria um valor residual tendencialmente nulo)
3) Colocar um cargueiro com bens alimentares não perecíveis e medicamentos no porto de Bissau, para minimizar o impacto do pânico e carestia criado pelo alarmismo que despoletou
4) Conceder um empréstimo sem juros, para despesas urgentes de reconstituição da capacidade governativa na Guiné-Bissau
Como o objectivo de Angola é sair de cabeça levantada e como amigos da Guiné-Bissau, estará decerto disposta a fazer um pequeno esforço desinteressado nesse sentido, dando um sinal positivo de boa-vontade, pelo qual todos os guineenses anseiam.
sábado, 5 de maio de 2012
Legitimidade III
Segundo comunicado da Liga emitido hoje dia 5 de Maio: «Desde o conflito politico-militar de 7 de Junho de 1998 que o país reclama medidas consistentes, sustentáveis e adequadas (...) o problema guineense deve ser resolvido com base nos interesses nacionais objectivamente estruturados e não com base nos interesses geo-estratégicos sub-regionais ou continentais.» A legitimidade da antiga Constituição é igual à de Raimundo Pereira para CEMFA: ou seja, nula.
O Comando, logo nos primeiros dias, ancorou a sua legitimidade numa proposta de transição «técnica» afastando o «político» da praça pública. Conseguida uma solução «em branco», justifica-se, como afirmação de seriedade, a política da «tábua rasa». Dissolução dos vínculos do ex-PAIGC com o Estado, ao nível da própria bandeira; dissolução da Constituição; dissolução do Governo. Vários cenários para 12 meses de transição, mas o que parece perfilar-se e de longe o mais substancial
o de um chefe de estado militar, como responsável e garante da afirmação da soberania nacional e da estabilidade político-militar, reunindo as competências de Presidente e Primeiro-Ministro;
um governo colectivo consubstanciado num Fórum de Discussão / Decisão, conforme vários sinais substantivos de interacção com a sociedade civil dados pelo Porta-Voz do Comando
«A Guiné-Bissau precisa de um novo modelo de sociedade» afirmou hoje, dia 5 de Maio, o sociólogo guineense Ricardino Teixeira, autor do livro “Sociedade Civil e Democratização na Guiné-Bissau”.
http://www.asemana.publ.cv/spip.php?article75862&ak=1
Considera que a Guiné-Bissau precisa de um novo modelo social assente na valorização da manjundade, que define como «um grupo pedagógico, cultural e político, com capacidade de articular os diferentes grupos étnicos em torno de objectivos comuns. Este grupo deve constituir-se numa rede governável na diversidade e implicando a sociedade civil».
Tentando traduzir para português o termo em poucas palavras: convívio dos mais velhos e esclarecidos.
Com os créditos adquiridos e uma legitimidade «virgem», pede-se agora a Daba Na Walna que se empenhe na sua nova carreira, se dedique a formalizar juridicamente uma nova soberania no novo Estado da Guiné-Bissau. Uma tarefa essencial, para além do «design» da nova Constituição (os acertos já foram admitidos pela CEDEAO), será a elaboração de um inventário de recursos minerais e de estratégias ou projectos de rentabilização relacionados, prevendo mecanismos de controlo técnico independente por parte do Estado, bem como a integral transparência dos contratos (e das Contas do novo Estado), dando assim garantias de seriedade técnica e continuidade económica tanto a investidores como aos guineenses.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Força portuguesa sai
http://visao.sapo.pt/forca-portuguesa-sai-da-guine=f662564
Mesmo a corveta e a fragata que «faltam», sem logística, não está previsto que se atardem.
Hora di BYE, BYE.
Ditadura do Consenso recupera equipamento
Pleonasmo ou retórica?
Ora, em primeiro lugar, as duas palavras apresentam nuances e portanto complementam-se (endógeno, nasce de dentro, mas é livre; interno, tem a ver apenas com o que está lá dentro e assim se mantem);
Em segundo lugar, o seu discurso militante e parcial destina-se a convencer e a ser lembrado (permanecer na memória implica uma certa dose de repetição, é o que faz a publicidade, nunca vemos um anúncio uma só vez) e encontra-se estruturado com base numa retórica consistente.
Neste contexto, chamar analfabeto a Daba apenas demonstra a falta de Fair Play, o nervosismo e o comportamento primário de alguns actores. Uma coisa é dizer «subir para cima», ou «pareceu-me bem parecido».
Mas se eu disser «lamber com a língua»? Pois claro, havia de ser com quê? Mas a redundância redunda neste caso numa valorização do dito, num empolamento do efeito: ao acrescentar à descrição do acto, o respectivo instrumento, facilita-se a construção da imagem mental. Daba utilizou uma figura de estilo, de retórica hiperbólica. É um verdadeiro bólide: demolidor.
Talvez seja melhor esquecerem a língua portuguesa, pois ela é muito traiçoeira. Já a atitude, essa, parece mais de inveja, se não mesmo de desespero. Em vez de criticarem o que não percebem, aproveitem para aprender com o senhor Porta-Voz. Encosta-vos a um canto, dá-vos um chuto com a ponta do pé!






